A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte de Mariane de Fátima Hilko, de 33 anos, atropelada por um ônibus de turismo dentro de um restaurante em Monte Castelo, no Planalto Norte de Santa Catarina. O motorista, de 65 anos, foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor.
O acidente aconteceu no dia 5 de agosto de 2026, em um restaurante localizado em um posto de parada às margens da BR-116. Segundo a investigação, Mariane havia ido até o ônibus para resolver uma pendência comercial envolvendo passageiros estrangeiros.
Ao retornar pela parte da frente do coletivo, o ônibus avançou repentinamente e prensou a mulher contra uma mureta de proteção. Na sequência, o veículo atingiu a estrutura de vidro do restaurante e invadiu a área onde estavam as mesas.

A investigação apontou que o motorista utilizava o celular no momento que antecedeu o atropelamento. Imagens de câmeras internas e dados de telemetria foram analisados pela Polícia Civil para reconstruir a dinâmica do acidente.
Ainda conforme o inquérito, o motorista teria se levantado do banco sem desligar o veículo ou modificar a marcha e, posteriormente, retirado a pressão do freio, fazendo o ônibus avançar.
Mariane sofreu múltiplas lesões traumáticas e morreu ainda no local. Quando os bombeiros chegaram, ela estava embaixo do ônibus, próxima aos destroços da mureta.
Para a Polícia Civil, a conduta do motorista foi considerada negligente, especialmente por se tratar de uma área com circulação de pedestres. O indiciamento também considera a circunstância relacionada à atividade de transporte de passageiros.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado às autoridades responsáveis pela continuidade dos procedimentos legais.











