O mercado de lajes corporativas no Rio de Janeiro continua sua recuperação, embora de maneira gradual e concentrada em áreas específicas. No segundo trimestre de 2026, a absorção líquida de escritórios de alto padrão somou 15.186 m².
As informações são de um levantamento realizado pela Cushman & Wakefield. O estudo revelou que esse resultado do segundo trimestre superou o que foi registrado durante os primeiros três meses do ano.
A região central do Rio de Janeiro destacou-se com o maior crescimento na absorção líquida, totalizando 17.572 m², o que a consolidou como o principal polo de liquidez no mercado carioca.
De acordo com a Cushman & Wakefield, o desempenho é resultado de uma combinação de preços competitivos, oferta de espaços e um aumento da demanda por ativos de maior qualidade na área central.
Por outro lado, a região do Porto apresentou uma absorção líquida negativa de 2.386 m², refletindo devoluções pontuais. As áreas de Cidade Nova, Orla, Barra da Tijuca e Zona Sul mantiveram uma estabilidade relativa.
A pesquisa da Cushman & Wakefield focou em um número restrito de edifícios, analisando apenas os escritórios das classes A e A+ do Centro Empresarial (CBD) da cidade.
Preço dos Escritórios de Alto Padrão
No segundo trimestre de 2026, o preço médio pedido por metro quadrado ficou em R$ 79,11 ao mês, se mantendo estável em relação ao trimestre anterior, o que reforça o equilíbrio observado desde o início do ano.
Na região central, o valor médio chegou a R$ 82,39 por metro quadrado. A Cidade Nova permaneceu estável com um preço de R$ 70,88, enquanto a Orla manteve o preço médio em R$ 90,77, sustentada pela baixa taxa de vacância. O Porto teve um preço médio de R$ 90,19 e a Barra da Tijuca registrou valorização, chegando a R$ 67,14. A Zona Sul continua sendo a área mais valorizada, com preços estáveis em R$ 160 por metro quadrado.
Setor de Tecnologia em Alta
No trimestre, o volume total de área transacionada atingiu 22.971 m², mostrando uma aceleração nas atividades locatícias em relação aos períodos anteriores.
Todas as transações ocorreram no Centro, reforçando a centralidade dessa região para o mercado de escritórios na cidade. O setor de tecnologia da informação foi o líder na demanda, com 10.232 m² alugados, seguido pelo setor financeiro, que ocupou 8.252 m².
Entre as principais locações do período estão empresas como Nubank, Dataprev, Wilson Sons e Deloitte, todas localizadas na região central.
Com informações de forbes.com.br.









