
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não concorrerá ao cargo de governador de Minas Gerais. A declaração, feita nesta terça-feira (19), confirma que o partido não conseguiu formar a aliança desejada para que o parlamentar fosse o candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.
Edinho destacou que havia planos para a candidatura de Pacheco, mas lamentou a decisão do senador de não concorrer. “Em Minas Gerais, estávamos dedicados à possibilidade de Rodrigo Pacheco como candidato. Infelizmente, ele decidiu não se candidatar. No entanto, reabrimos as conversas no estado e estamos dialogando com diversas lideranças. Estou confiante de que conseguiremos montar uma candidatura robusta e um palanque forte para o presidente [Lula] em Minas Gerais”, declarou o presidente do PT durante uma entrevista ao Warren Investimentos.
Desde o início das articulações do governo Lula e do PT para as eleições estaduais em outubro, Pacheco era visto como o candidato preferido do presidente para Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e possui grande importância nas eleições presidenciais. Embora Pacheco tenha conversado com Edinho e tenha feito a troca de partido do PSD para o PSB em abril — mesma sigla do vice-presidente Geraldo Alckmin —, ele nunca confirmou abertamente a intenção de se candidatar.
Pacheco, em uma declaração anterior, mencionou um grupo de potenciais candidatos que poderia formar uma chapa forte, incluindo nomes como a prefeita Marília Campos (Contagem), o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e o ex-vereador Gabriel Azevedo. “Precisamos discutir e chegar a um consenso envolvendo esses nomes”, afirmou ele em março.
Na semana passada, o blog do Valdo Cruz no g1 revelou que Pacheco sinalizou a Edinho sua decisão de não ser candidato ao governo mineiro. Além disso, foi levantada a possibilidade de Pacheco ser nomeado para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
Atualmente, o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) é considerado o favorito nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais. Outro nome que está em pauta no PT é o empresário Josué Alencar, que se filiou ao PSB de Minas, assim como Pacheco. Josué é filho de José Alencar, vice-presidente de Lula em seus dois mandatos anteriores, e sua candidatura está sendo discutida pela liderança do partido.
Até o momento, Rodrigo Pacheco não se pronunciou oficialmente sobre sua decisão de não concorrer ao governo de Minas Gerais.
Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
Edilson Rodrigues/Agência Senado



