A Justiça do Distrito Federal levantou questionamentos sobre a explicação fornecida pela Naskar Gestão de Ativos para a interrupção de suas operações. O juiz Aimar Neres de Matos decidiu manter a prisão preventiva de três empresários investigados em um suposto esquema de fraudes. As prisões de Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, que foram reveladas na semana passada, estão relacionadas a investigações da Polícia Civil do Distrito Federal sobre estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com prejuízo estimado de R$ 1 bilhão a cerca de 3 mil investidores.
Na sua decisão, o magistrado mencionou que as ações da Polícia Civil levantam dúvidas sobre a concretização da aquisição da Naskar pela Azara Capital, anunciada pela empresa. Após a interrupção de resgates e pagamentos, a Naskar havia atribuído a crise a reorganizações societárias e, em seguida, à suposta venda da empresa.
Entretanto, conforme a análise das evidências até o momento, o juiz questiona a solidez dessa narrativa. Ele ressaltou que as investigações apontam a possibilidade de que a reorganização societária estivesse sendo utilizada para dar uma aparência de regularidade ao empreendimento e atrasar a revelação de uma possível fraude.
O juiz também mencionou que continuam pendentes investigações para rastrear os bens envolvidos, analisar equipamentos eletrônicos e aprofundar a apuração sobre o uso dos recursos captados. Embora a decisão de manter a prisão preventiva seja cautelar e não constitua um veredito sobre a responsabilidade penal dos envolvidos, o tema será examinado ao longo do processo judicial.
Com informações de metropoles.com.








