Neste sábado, 4 de julho, quatro monumentos no Brasil serão iluminados nas cores vermelho, azul e branco para celebrar os 250 anos da independência dos Estados Unidos. Entre eles estão o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Ponte Estaiada e a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, além da Torre de TV, em Brasília.
Embora a ação simbolize a amizade e a cooperação entre Brasil e EUA, o clima é tenso entre os países devido a uma proposta americana de tarifa de 25% sobre diversas importações brasileiras. A Embaixada dos Estados Unidos destacou que os locais escolhidos representam os laços históricos entre as nações e os valores de liberdade, democracia e prosperidade.
No EUA, o dia 4 de julho é considerado o principal feriado nacional, marcando a aprovação da Declaração de Independência em 1776, quando as 13 colônias britânicas se separaram do Reino Unido. As celebrações incluem desfiles, cerimônias e fogos de artifício em todo o país.
Homenagem em meio a atrito comercial
- Na próxima segunda-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA realizará uma audiência pública sobre a investigação comercial que apura a possibilidade de tarifas sobre produtos brasileiros.
- Recentemente, o relatório do USTR apontou que algumas práticas no Brasil são consideradas “irrazoáveis ou discriminatórias”.
- Entre as críticas estão ações judiciais para remoção de conteúdos em redes sociais e a falta de combate à corrupção, desmatamento ilegal e falsificação.
- A mudança nas tarifas do etanol brasileiro, sem reciprocidade com os EUA, também foi mencionada, motivando a sugestão da tarifa de 25%.
Governo Lula e os desdobramentos
O senador Flávio Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo estão nos EUA para participar da audiência pública. Flávio enviou uma carta ao governo americano pedindo a suspensão da nova taxação, alegando que a medida poderia ser usada politicamente a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições.
O governo Lula, por sua vez, também enviou representantes a Washington para tentar evitar a imposição das tarifas, apresentando propostas de compensação. Após as discussões, as autoridades americanas decidirão se aplicarão ou não medidas comerciais contra o Brasil.
Com informações de metropoles.com.






