O governo federal anunciou, na última quarta-feira (22), a disponibilização de R$18,5 bilhões em linhas de crédito para apoiar empresas impactadas por tarifas dos Estados Unidos e por conflitos internacionais.
Dessa quantia, R$13,5 bilhões serão oriundos do Tesouro Nacional e R$5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme revelado pelo Palácio do Planalto.
A medida, que será implementada por meio de uma provisão, visa oferecer financiamentos para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica e expansão para novos mercados.
O BNDES será responsável pela elaboração do plano de alocação dos recursos, que deverá passar pela aprovação de um conselho ministerial.
De acordo com o governo, a ação permitirá que os financiamentos sejam direcionados conforme os impactos enfrentados por cada setor, considerando sua importância para a economia e o comércio exterior do Brasil.
Os principais beneficiados do programa serão exportadores que enfrentam as tarifas dos EUA, incluindo os segmentos de aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, carvão, máquinas e equipamentos, produtos elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel e açúcar.
As linhas de crédito também atenderão setores estratégicos, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos.
Essa é a terceira fase do programa Brasil Soberano, estabelecido no ano passado em resposta às tarifas impostas pelos EUA, que foram depois revogadas pela Suprema Corte norte-americana. O programa também visa apoiar empresas afetadas pelos efeitos do conflito no Oriente Médio.
Recentemente, os Estados Unidos anunciaram uma nova taxa de 25% sobre algumas importações do Brasil, que entrou em vigor na mesma quarta-feira. Essa tarifação resulta de investigações sobre supostas práticas comerciais desleais, abrangendo desde comércio digital até desmatamento ilegal, conforme a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
Embora a medida tenha sido considerada injustificada por autoridades brasileiras, o governo adotou uma postura cautelosa, ressaltando a continuidade das negociações com os norte-americanos, evitando, até o momento, retaliações ou ações de reciprocidade.
Com informações de forbes.com.br.








