O Ministério da Fazenda anunciou a prorrogação, por mais dois meses, do subsídio para manter os preços da gasolina e do diesel em um patamar mais acessível. A medida, que foi implementada em maio, tem como objetivo conter os impactos da recente guerra no Oriente Médio na economia brasileira.
Atualmente, o subsídio garante um valor de R$ 0,44 por litro para a gasolina e R$ 1,12 por litro para o diesel. Este apoio financeiro é especialmente importante, uma vez que a alta do preço do petróleo pressiona os mercados e, consequentemente, a inflação. Além disso, o governo deverá também estender o subsídio ao querosene da aviação (QAV) por mais dois meses, dado que os custos operacionais das companhias aéreas têm sido fortemente impactados pelos conflitos geopolíticos.
Após a implementação do subsídio, a Petrobras anunciou um ajuste de R$ 0,48 no valor da gasolina para as distribuidoras, porém, devido à subvenção do governo, essa alta efetiva foi reduzida a apenas R$ 0,04 por litro. O pagamento do subsídio é realizado diretamente a produtores e importadores de combustíveis, gerido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em uma iniciativa para mitigar o efeito da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) também decidiu aumentar o percentual de etanol anidro na gasolina, elevando para 32%. Essa medida tem validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por mais tempo.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, o fluxo de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, que responde por cerca de 20% do petróleo mundial, tem enfrentado dificuldades, o que impactou diretamente os valores do barril, que superaram os US$ 100. Recentemente, a instabilidade na região voltou a influenciar os custos da energia, levando o preço do combustível a subir novamente.
Com informações de g1.globo.com.







