Com a data limite para as convenções partidárias se aproximando, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda não escolheram quem será o candidato a vice em suas chapas. O prazo termina no próximo dia 5 de agosto, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ser feito até 15 de agosto.
Enquanto isso, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contará novamente com Geraldo Alckmin (PSB) em sua candidatura à reeleição. Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) optaram por formar chapas “puro-sangue”, com Caiado tendo Gilberto Kassab como vice e Renan Santos acompanhando Aroldo Medina.
A definição do vice é essencial, pois pode atrair eleitores que não votariam no candidato a presidente e garantir maior tempo de propaganda eleitoral. Em 2022, a aliança entre Lula e Alckmin tinha como objetivo ampliar o apoio, incluindo eleitores de setores como o empresariado paulista.
Flávio em busca do voto feminino
Visando conquistar votos entre as mulheres, que representam 52,8% do eleitorado, a campanha de Flávio Bolsonaro procura uma vice mulher. Recentemente, ele se encontrou com Tereza Cristina (PP-MS), mas seu partido decidiu ficar neutro na eleição. Outros nomes cogitados são Daniela Marques (Republicanos) e Renata Abreu (Podemos-SP), que também podem enfrentar barreiras semelhantes.
Zema e a chapa ‘puro-sangue’
Após a confirmação de sua candidatura, Romeu Zema continua sem um vice definido. O ex-governador de Minas Gerais fez elogios a Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, mas não houve avanço nas negociações. Zema pretende que seu vice seja do próprio partido Novo, formando assim uma chapa homogeneidade.
Lula e Alckmin se repetem
As convenções do PT e do PSB ratificaram a chapa que já havia sido vencedora em 2022. Alckmin, que foi adversário de Lula nas eleições passadas, agora faz parte do governo, onde teve um papel de destaque nas relações com o setor empresarial e nas negociações internacionais. Ele também criticou as desconfianças sobre o sistema eleitoral que partem de adversários.
Kassab como alternativa à polarização
A escolha de Gilberto Kassab como vice de Caiado é um movimento estratégico do PSD, buscando criar um palanque neutro no cenário político atual, que muitos consideram polarizado. Kassab acredita que o partido pode oferecer soluções à população diante das insatisfações com a política vigente.
Renan Santos e o discurso antissistema
Renan Santos, candidato à presidência pelo partido Missão, estará acompanhado de Aroldo Medina. A chapa aposta em um discurso que se posiciona contra o sistema estabelecido. Medina, que possui um histórico variado em diversas eleições, trará sua experiência para a corrida presidencial.
Com informações de g1.globo.com.









