
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, a sexta fase da Operação Compliance Zero, realizada nesta quinta-feira (14), foca em indivíduos relacionados a Daniel Vorcaro, suspeitos de intimidação e de acessos ilegais a informações. Entre os alvos, destaca-se o ex-policial federal Marilson Roseno da Silva, que, mesmo após ser encarcerado, continuava a receber informações confidenciais por meios ilegais.
O relato do ministro André Mendonça, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), revela que Marilson era uma figura central na organização denominada “A Turma”. Este grupo, conforme as investigações, não apenas intimidava cidadãos, mas também obtinha dados de investigações em benefício de Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A Polícia Federal (PF) indicou que Marilson estava recebendo comunicações durante o tempo que passava na prisão. O documento ressalta que, apesar de sua detenção, ele ainda mantinha acesso a informações sigilosas relacionadas a ações de polícia que ocorriam fora do sistema prisional. Isso sugere a continuidade de uma rede externa ativa, capaz de possibilitar que Marilson exercesse influência sobre membros do grupo que permaneciam em liberdade.
Ainda segundo a PF, o ex-policial não só recebia coordenadas do núcleo principal da organização, mas também desempenhava um papel chave na execução dessas instruções, funcionando como um elo entre aqueles que ordenavam e os que executavam atividades de monitoramento, intimidação e coleta ilegal de informações.
Até o presente momento, o g1 ainda não estabeleceu contato com a defesa de Marilson.
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Banco Master.
Reprodução/TV Globo.



