O Brasil está enfrentando um aumento alarmante de golpes, com um crescimento de 429,8% nos registros de estelionatos desde 2018. Dados revelados no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, foram contabilizadas 2.261.055 ocorrências, o que equivale a uma média de quatro golpes por minuto. Este número representa uma alta de 2,7% em comparação a 2024.
Esses dados, que são os mais altos já registrados, englobam tanto os clássicos golpes por encenação quanto as fraudes digitais, que se tornaram cada vez mais comuns. O aumento nos golpes digitais, especificamente, apresentou um crescimento de 20,6%, totalizando mais de 346 mil casos no último ano.
O estudo, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, também indica que, enquanto os estelionatos aumentam, os roubos e furtos estão em queda. Os registros de roubos diminuíram em 18,3%, caindo de 745.193 para 610.959 ocorrências. Os pesquisadores atribuem esse fenômeno a mudanças nos hábitos da população e às estratégias do crime organizado, notando que regiões mais urbanizadas e conectadas, como São Paulo e o Distrito Federal, lideram a lista de ocorrências.
Estelionatos em Santa Catarina
Em Santa Catarina, a taxa de estelionatos está entre as mais elevadas do país, o que destaca a necessidade de atenção redobrada da população em relação a possíveis fraudes. Os principais golpes registrados incluem:
- Clonagem ou troca de cartão de crédito: Golpistas obtêm dados pela internet ou de forma física para realizar compras sem autorização.
- Golpe do WhatsApp: Criminosos se apresentam como amigos ou familiares para pedir dinheiro de forma urgente.
- Golpe da falsa central bancária: Estelionatários fingem ser de bancos para coletar informações financeiras e realizar transferências.
- Golpe do PIX: Utilizam o sistema para enganar vítimas através de pedidos falsos ou vendas inexistentes.
- Mensagens sobre CPF: Alertas sobre irregularidades que induzem as vítimas a fornecer dados pessoais.
- Golpe da loja falsa: Anúncios de produtos com preços muito baixos que nunca são entregues.
Os especialistas observam que o método de engenharia social, que explora emoções como medo e urgência, tem sido uma tática comum entre os golpistas. Essa abordagem permite que eles manipulem as vítimas a fornecer dados sensíveis, muitas vezes sem precisar invadir sistemas.
O estudo alerta que mais de 97% dos estelionatos registrados não chegam ao Poder Judiciário, proporcionando um cenário de baixo risco para os criminosos. Além disso, foi identificada a infiltração de facções organizadas, como o PCC e o CV, no setor de fraudes digitais.
O informe também traz outros dados relevantes sobre a segurança no Brasil, como o aumento nos feminicídios e a redução geral nas mortes violentas, refletindo um panorama complexo da criminalidade no país.
Com informações de g1.globo.com.








