Os brasileiros gastaram US$ 12,61 bilhões no exterior durante o primeiro semestre deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. Esse valor representa um crescimento de 22,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando os gastos foram de US$ 10,3 bilhões. Este é o maior registro para os primeiros seis meses de um ano desde que a série histórica começou, em 1995.
Esse aumento nas despesas ocorre em um cenário de queda na cotação do dólar, tornando as viagens internacionais mais baratas. Os custos com passagens, hospedagens e outros serviços no exterior são influenciados pela moeda americana, portanto, um dólar mais baixo resulta em gastos menores para os viajantes brasileiros. Na última segunda-feira, a moeda fechou em alta de 0,60%, cotada a R$ 5,11, mas, ao longo do ano, a queda acumulada foi de 6,87%.
A redução do dólar ocorre em meio a tensões no Oriente Médio, com o mercado enxergando o Brasil, como exportador de petróleo, em uma posição mais favorável que outras economias. Isso tem favorecido a valorização do real.
Além disso, a economia brasileira ainda mostra crescimento, mesmo que com uma desaceleração. A atividade econômica também costuma influenciar os gastos dos brasileiros no exterior.
Sobre as contas externas, o Banco Central informou que o déficit recuou 16,34% no primeiro semestre. O saldo negativo das contas externas foi de US$ 27,47 bilhões, comparado a US$ 32,85 bilhões no mesmo período do ano passado. Esse resultado é influenciado pela balança comercial, serviços adquiridos no exterior e rendas, como remessas de juros e lucros para fora do país.
O BC esclarece que, com o crescimento econômico, as importações e gastos com serviços tendem a aumentar, levando a um déficit maior. Quando a economia desacelera, esse déficit normalmente diminui.
No que diz respeito aos investimentos estrangeiros diretos, o Banco Central também comunicou um aumento na entrada de capital na economia brasileira. Nos seis primeiros meses de 2026, houve um aporte de US$ 47 bilhões, frente aos US$ 35,4 bilhões do mesmo período do ano passado. Essa entrada de investimentos ajudou a cobrir o déficit nos primeiros meses deste ano.
Com informações de g1.globo.com.







