A dívida pública federal (DPF) chegou a R$ 9,2 trilhões em junho, refletindo um aumento de 2,61% em relação ao mês anterior. Essa informação foi divulgada pelo Relatório Mensal da Dívida, publicado nesta quarta-feira.
O crescimento é atribuído principalmente à emissão líquida de R$ 142,25 bilhões e à apropriação positiva de juros, que somou R$ 93,48 bilhões.
Com essa nova cifra, o estoque da DPF ultrapassou os limites projetados no Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2026, que varia entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao longo do ano. O prazo médio para refinanciamento da DPF caiu de 4,07 anos em maio para 4,01 anos em junho, mantendo-se dentro do intervalo estipulado pela PAF 2026, que é de 3,8 a 4,2 anos.
Entendendo a Dívida Pública Federal
- A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para cobrir déficits orçamentários, quando os gastos superam as receitas do governo federal.
- Ela pode ser classificada de diversas formas, como pelo método de endividamento e pela moeda utilizada nas transações.
- A emissão líquida indica a diferença entre os títulos da dívida emitidos e os resgatados pelo governo.
- Apropriação positiva de juros ocorre quando o retorno dos investimentos em títulos supera os juros pagos aos credores.
- No ano passado, o estoque da DPF foi de R$ 8,6 trilhões.
Composição da Dívida
Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano. Em junho, a distribuição da DPF foi a seguinte:
- Taxa Flutuante (Selic): 49,32%;
- Índices de Preços (IPCA): 25,90%;
- Prefixados: 21,04%;
- Câmbio: 3,74%.
O principal detentor da dívida é o grupo das Instituições Financeiras, cuja participação subiu de 31,54% em maio para 31,76% em junho. Já a Previdência Social viu sua participação cair de 23,92% para 22,52%.
Demais detentores:
- Fundos de Investimento: 22%, correspondendo a um estoque de R$ 1,9 trilhão;
- Não residentes: 9,95%, equivalente a R$ 887 bilhões;
- Seguradoras: 3,34%, com R$ 298 bilhões;
- Governo: 2,75%, totalizando R$ 245 bilhões;
- Outros: 4,73%, com R$ 422 bilhões.
Colchão da Dívida Pública Federal
A reserva de liquidez da DPF aumentou em junho em relação a maio. O “colchão” para o pagamento da dívida, que se refere aos recursos na Conta Única do Tesouro Nacional, subiu 11,71%, passando de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,3 bilhão. Com isso, o valor disponível é suficiente para quitar vencimentos de títulos por 8,33 meses.
Com informações de metropoles.com.







