A dívida pública federal cresceu 2,6% em junho, totalizando aproximadamente R$ 9,27 trilhões, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (29) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em maio, o montante estava em R$ 9,03 trilhões.
Esse aumento é resultante da necessidade do Tesouro Nacional para cobrir o déficit orçamentário, ou seja, compensar as despesas do governo que superam a arrecadação com impostos e contribuições.
Segundo o Tesouro, a elevação da dívida em junho deve-se à emissão de R$ 149,6 bilhões em títulos públicos no mercado interno, enquanto os resgates totalizaram R$ 7,33 bilhões.
O mês de junho registrou uma emissão líquida de R$ 142,25 bilhões em títulos, juntamente com a apropriação de juros que atingiu R$ 93,48 bilhões.
O governo também observou que o custo médio das emissões de dívida pública em oferta pública teve leve aumento, passando de 14,19% ao ano em maio para 14,20% em junho. Já o prazo médio da dívida diminuiu, de 4,07 anos em maio para 4,01 anos em junho.
A “reserva de liquidez”, que se refere a disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida, subiu de R$ 1,21 trilhão em maio para R$ 1,35 trilhão em junho, correspondendo a 8,33 meses de vencimentos.
Para o futuro, o Tesouro Nacional estima que a dívida encerrará 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, conforme o Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado no início deste ano.
Com informações de g1.globo.com.








