O custo da guerra dos Estados Unidos contra o Irã atingiu a marca de US$ 37,5 bilhões, conforme declaração do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante uma audiência com parlamentares em Washington. A apresentação ocorreu em meio a uma solicitação de financiamento urgente para a continuidade do conflito, que enfrenta resistência popular significativa.
Com as eleições de meio de mandato se aproximando, há uma pressão aos republicanos do presidente Donald Trump, que tentam manter suas cadeiras na Câmara e no Senado. Pesquisas indicam um crescimento do apoio aos democratas, que buscam vincular a impopularidade da guerra no Irã à questão financeira.
Na audiência, Hegseth esclareceu que os US$ 37,5 bilhões abrangem diversos aspectos da guerra, assim como os custos previstos até 30 de setembro. Contudo, não ficou claro como o Pentágono chegou a esse montante. Em março, fontes relataram uma estimativa inicial mais alta para os primeiros dias do conflito, que teria custado pelo menos US$ 11,3 bilhões.
Recentemente, Trump pediu um adicional de quase US$ 90 bilhões ao Congresso, principalmente para o conflito no Irã, o que pode gerar mais tensões com parlamentares que já demonstram descontentamento com a guerra e se preparam para as eleições em novembro.
Legisladores de ambos os partidos expressaram preocupação desde o início dos bombardeios, em 28 de fevereiro, sobre a falta de comunicação da administração Trump sobre as estratégias e o andamento do conflito. A senadora Patty Murray, portanto, alertou para possíveis escaladas que podem levar a mais um confronto prolongado.
A comunicação entre o governo e os parlamentares tem sido um ponto crítico. A senadora Kirsten Gillibrand, por sua vez, destacou a incongruência nas declarações do presidente, questionando a clareza e a coerência nas promessas feitas sobre a guerra.
Hegseth também enfatizou a necessidade de aumentar o financiamento para evitar cortes em programas de treinamento militar. A guerra já impactou fortemente o orçamento do Pentágono, que gira em torno de US$ 1 trilhão, colocando em risco os investimentos em pessoal e manutenção das forças armadas. O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, reconheceu essas dificuldades durante a audiência.
Hegseth pediu a aprovação não apenas do financiamento suplementar, mas também de uma proposta orçamentária de US$ 1,5 trilhão para 2027, ressaltando que a falta de recursos poderia representar uma ameaça significativa à segurança nacional.
Com informações de forbes.com.br.







