O Conselho Comunitário e Penitenciário de Jaraguá do Sul comemorou, ontem, duas décadas de existência. A trajetória do órgão é marcada pelo compromisso com a comunidade, com a cidadania e com a construção de um sistema prisional que entenda que a segurança pública também passa pela oportunidade de recomeço. O evento ocorreu na ACIJS.
Segundo a a presidente da entidade, Stéfanie Tupich, Jaraguá do Sul já desenvolvia iniciativas de trabalho, educação e reintegração social de apenados antes mesmo da sua criação. Entre essas ações está o Projeto Âncora, apontado como parte importante dessa história. O trabalho também se apoiou em parcerias firmadas ao longo dos anos com o Poder Judiciário, o Ministério Público, a iniciativa privada e a sociedade civil, destacando-se o pael de apoio da ACIJS.

Homenagens
Durante a solenidade, foram reconhecidos os ex-presidentes que conduziram o Conselho em diferentes períodos, além de membros que dedicam voluntariamente, há muitos anos, tempo, conhecimento e trabalho à missão da entidade.
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem póstuma ao primeiro presidente do Conselho, Nilton Roque Zen. De acordo com a organização, sua visão e dedicação ajudaram a lançar as bases da instituição, e sua atuação esteve diretamente ligada às primeiras iniciativas de trabalho e ressocialização no sistema prisional do município. Além dos ex-presidentes (Alvaro Leithodt, Raphael Rocha Lopes e Josiane Gonzaga dos Santos) e conselheiros (Luiz Carlos Buzarello, Luciane Mortari Zechini e Rafaeli Ianegitz), estavam presentes na cerimônia o Juiz de Direito dr. Samuel Andreis, o Promotor de Justiça dr. Belmiro Hanisch Júnior, o Delegado Regional dr. Eric Issao Uratani, o Presidente da Associação Amigos da Segurança Pública de Jaraguá do Sul e Região, sr. Leandro Schmöckel Gonçalves, o Defensor Público dr. Sidney Hideo Gomes, o presidente da OAB Subseção Jaraguá do Sul, dr. Eduardo Langhinotti Follmann, representantes da Polícia Penal, membros do Conselho e convidados.
Olhar para o futuro
Para a entidade, a data serve tanto para lembrar o que foi construído quanto para renovar a responsabilidade com o futuro. O Conselho defende que ressocializar é também uma forma de proteger a sociedade, a partir da convicção de que dignidade, responsabilidade, trabalho e oportunidade podem transformar histórias.
A instituição ressaltou ainda o espírito comunitário que, segundo ela, faz de Jaraguá do Sul uma cidade capaz de unir pessoas e instituições em torno do bem comum.











