O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se manifestou após a divulgação de mensagens que apontariam seu suposto envolvimento no financiamento e na organização de uma rede internacional de prostituição. Em nota divulgada na terça-feira (13), ele negou ter explorado ou desrespeitado mulheres e afirmou que as acusações não correspondem à sua conduta.
“Não é da minha índole”, declarou o ex-banqueiro, ao rejeitar as suspeitas. Segundo ele, a narrativa divulgada publicamente seria falsa e poderia ser contestada por mulheres com quem manteve contato ou relacionamentos.
Mensagens encontradas pela Polícia Federal
A manifestação ocorreu após uma reportagem do UOL revelar conversas encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. Segundo a publicação, as mensagens indicariam possíveis articulações para a realização de eventos com mulheres estrangeiras, recrutadas por intermediários.
O material divulgado também menciona investimentos de pelo menos R$ 4,3 milhões relacionados à suposta estrutura. As informações levantaram suspeitas sobre o papel do ex-banqueiro no financiamento e na organização dessas atividades.
As mensagens e as acusações divulgadas ainda precisam ser analisadas no contexto das investigações, e as alegações não devem ser tratadas como fatos definitivamente comprovados.
Vorcaro critica vazamento de conversas
Na nota, o ex-banqueiro contestou a divulgação de mensagens, áudios e capturas de tela, classificando o material como descontextualizado. Ele também afirmou que a exposição de suas conversas privadas ameaça a segurança de sua família e prejudica sua imagem pública.
Vorcaro alegou que a divulgação apresenta uma versão parcial dos acontecimentos e pode favorecer interpretações equivocadas. Segundo ele, eventuais irregularidades relacionadas ao acesso e à divulgação do conteúdo deverão ser apuradas e poderão resultar em responsabilização judicial.
Ex-banqueiro afirma que pretende colaborar com as investigações
No documento, Vorcaro reiterou que está disposto a prestar esclarecimentos sobre os assuntos investigados e sobre suas relações, defendendo que isso ocorra pelos meios legais e com respeito ao devido processo.
“Manifesto de forma clara toda a minha disposição para colaborar com as investigações para que todos conheçam a verdade por inteiro”, afirmou, conforme trecho divulgado pela CNN Brasil.
Embora tenha manifestado interesse em cooperar com as autoridades, a nota não menciona diretamente uma eventual negociação de delação premiada.
O caso segue sob investigação, e os fatos relacionados às mensagens divulgadas dependem da apuração das autoridades competentes.










