A ministra Cármen Lúcia, em um evento realizado no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (27), reforçou a importância da democracia brasileira e enfatizou que a interferência nas decisões do país não deve ser tolerada. Embora não tenha mencionado diretamente líderes estrangeiros, sua fala ficou marcada por um alerta contra tentativas de desestabilização das instituições democráticas.
A declarações foram feitas durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói, onde a ministra ressaltou o papel da participação popular e a defesa do sistema eleitoral nacional. “Reuniões como esta são essenciais para fortalecer a democracia no Brasil e em todo o mundo, para que ninguém tenha o desejo de interferir em nossa democracia”, afirmou.
Cármen Lúcia destacou que são os brasileiros que devem definir o futuro do país: “Cabe a nós expressar o que queremos para o Brasil”, ressaltou. Em seu discurso, lembrou sua vivência durante a ditadura militar e a importância de instituições como a SBPC, que serviam como espaços de resistência e debate em tempos de repressão.
Ela também fez uma comparação com o passado, enfatizando que as eleições da SBPC eram um momento significativo de manifestação popular: “Essas eleições representavam a voz daqueles que não podiam se manifestar livremente”, disse.
A ministra aproveitou a oportunidade para defender a confiabilidade das urnas eletrônicas, associando o exercício do voto à democracia. Ao comentar sobre um livro sobre a Constituição, Cármen Lúcia destacou que, diferente de regimes absolutistas, é a vontade do povo que deve prevalecer nas eleições. “Aqui na democracia, a urna brasileira precisa apenas de um dedo na urna eletrônica confiável, transparente e auditável”, afirmou.
Embora ela não tenha se referindo a comentários recentes de um pré-candidato à Presidência que questionou a validade das urnas, a ministra reafirmou a necessidade de se manter a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Com informações de g1.globo.com.









