A Petrobras vai continuar focando na redução de sua dívida antes de aumentar o pagamento de dividendos para os acionistas. Essa é a análise do BTG Pactual após encontros com diretores da empresa durante sua conferência anual de óleo e gás.
O banco destacou que a meta da administração é diminuir a dívida bruta para US$ 65 bilhões, um montante abaixo do limite de US$ 75 bilhões estipulado na política financeira da companhia. Os analistas entendem que essa abordagem torna menos provável o pagamento de dividendos extraordinários a curto prazo.
Essa conclusão é relevante, já que parte do mercado especulava sobre uma distribuição adicional de dividendos devido à melhoria operacional da estatal. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mencionados pelo BTG apontam que a produção no Brasil alcançou cerca de 2,65 milhões de barris por dia em maio, superando a meta de aproximadamente 2,5 milhões diários prevista para 2026. No entanto, o banco ressalta que algumas manutenções foram adiadas para o segundo semestre, então ainda é cedo para afirmar que a Petrobras irá superar sua meta de produção anual.
Outro aspecto positivo é o setor de refino. A Petrobras segue se beneficiando de margens elevadas para combustíveis e informou que o risco relacionado ao programa de subvenção dos combustíveis diminuiu com os pagamentos do governo, aliviando a pressão sobre o capital de giro.
Apesar desse cenário favorável, o BTG ressalta que a prioridade da Petrobras continua sendo a saúde financeira. A estatal reafirmou que pretende manter os investimentos planejados para 2026, que totalizam cerca de US$ 16,9 bilhões. Qualquer antecipação de projetos dependerá de oportunidades específicas e de comunicação ao mercado.
Para os analistas, a mensagem que a Petrobras transmitiu foi de continuidade. A companhia está gerando caixa, produzindo acima das expectativas e funcionando em um ambiente mais favorável para o refino, mas ainda vê a redução da dívida como um objetivo prioritário antes de discutir a distribuição extraordinária de recursos aos acionistas.
Com informações de forbes.com.br.









