A Polícia Civil do Paraná (PCPR) identificou, durante investigações, indícios de que o pai que foi flagrado agredindo a filha de apenas três anos também teria agredido o enteado, de cinco anos. As autoridades informaram que o menino apresentava ferimentos compatíveis com agressões que ocorreram semanas antes do incidente registrado por câmeras de segurança.
Segundo a investigação, há suspeitas de que a criança tenha recebido uma pancada no rosto com um cinto ou um pedaço de madeira. Esses indícios foram considerados no pedido de prisão preventiva do suspeito, que foi aceito pela Justiça na última quinta-feira.
Em coletiva de imprensa, o delegado Anderson Andrei Grosso explicou que a prisão se fundamentou em um conjunto de provas que indicam um histórico de violência contra as crianças. O delegado Ricardo Moraes também destacou que as evidências indicam que as agressões não foram isoladas e que o enteado também teria sido vítima de situações similares.
“Esse contexto foi levado ao conhecimento do Ministério Público e do Poder Judiciário, que expediu o mandado de prisão”, afirmou Moraes.
O delegado ressaltou que a prisão do suspeito poderia incentivar outras testemunhas a se apresentarem à polícia.
Pai admite agressões
O pai foi preso preventivamente um dia após prestar depoimento à polícia, onde confessou ter chutado a filha, justificando que a atitude foi uma reação ao choro da criança. Embora tenha admitido a agressão, afirmou não lembrar de todos os detalhes do ocorrido. A identidade do suspeito não foi revelada. Após assistir às gravações, a mãe da menina registrou um boletim de ocorrência contra o companheiro.
Câmeras captaram a violência
O caso ganhou notoriedade depois que imagens de segurança registraram o momento em que o homem chuta o rosto da filha enquanto caminhava pela rua. O enteado também aparece nas filmagens. O vídeo mostra que um morador tentou intervir ao perceber a agressão, mas foi impedido pelo suspeito, que alegou não precisar de ajuda. Logo depois, ele levantou a criança e continuou caminhando.
A menina foi submetida a exame de corpo de delito, e o laudo pericial ainda está em processo de análise. A Polícia Civil já ouviu familiares e solicitou medidas protetivas de urgência para a criança e para a mãe, continuando as investigações para entender a extensão das agressões e possíveis outros episódios de violência.
Com informações de metropoles.com.









