O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma carta ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para contestar a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. O Itamaraty classificou as conclusões da investigação americana como “errôneas” e “arbitrárias”, afirmando que não têm fundamento nas evidências apresentadas pelo Brasil.
O USTR é o órgão responsável pela política comercial dos EUA e pode sugerir medidas como tarifas após investigações sobre práticas que podem prejudicar o comércio americano. A manifestação do Brasil ressalta a posição histórica de que ações unilaterais, baseadas na Seção 301 da legislação comercial americana, são incompatíveis com o sistema multilateral de comércio.
No documento, Vieira argumenta que as questões discutidas na investigação deveriam ser tratadas por meio da cooperação internacional, ao invés de medidas comerciais punitivas. A carta ainda afirma que a proposta de tarifa desrespeita as normas do comércio internacional e que disputas dessa natureza deveriam ser resolvidas pelos mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC), não por imposições unilaterais.
Além disso, o Itamaraty lembrou que desde 2007, os EUA têm um superávit comercial superior a US$ 400 bilhões em relação ao Brasil, o que, segundo o governo brasileiro, enfraquece a justificativa para a tarifa sugerida. A expectativa é que essas divergências comerciais sejam resolvidas de maneira formal e justa.
Com informações de g1.globo.com.









