As ações da AstraZeneca enfrentaram uma queda significativa nesta segunda-feira, com um recuo de 6,7%, a maior do índice FTSE 100. Isso aconteceu em meio a apreensões de analistas e investidores sobre a plausibilidade de uma fusão com a Bristol Myers Squibb, após informações sobre conversas preliminares entre as empresas.
Investidores e especialistas apontaram que a AstraZeneca, uma das principais farmacêuticas do Reino Unido, não parece necessitar de uma aquisição impactante, apesar das possíveis vantagens financeiras.
Fontes confirmaram que houve diálogos entre a AstraZeneca e a Bristol, corroborando informações veiculadas anteriormente. Juntas, as duas companhias detinham uma capitalização de mercado aproximada de US$ 400 bilhões na última sexta-feira, com a AstraZeneca avaliada em US$ 264,11 bilhões e a Bristol Myers em US$ 133,41 bilhões.
Markus Manns, gestor de portfólio da Union Investment e acionista da AstraZeneca, esclareceu que a fusão com a Bristol não apresenta um sentido estratégico ou financeiro. Segundo ele, muitas fusões de grande porte no passado resultaram em perda de valor e não há um motivo evidente para que a AstraZeneca se envolva em um movimento desse tipo.
Embora a AstraZeneca tenha realizado uma listagem direta na Bolsa de Valores de Nova York recentemente, reforçando sua estratégia no mercado americano, um acordo com a Bristol significaria que uma farmacêutica britânica estaria adquirindo uma gigante americana do setor.
Manns também destacou que o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, sempre priorizou pesquisa e desenvolvimento, mantendo a empresa bem administrada com um pipeline robusto. “Uma fusão poderia desestabilizar essa estrutura sólida”, advertiu.
Por fim, analistas da Jefferies expressaram surpresa com os rumores das negociações, ressaltando que a AstraZeneca já possui um forte perfil de crescimento e inovação, sendo uma empresa que não precisa de engenharia financeira.
Com informações de forbes.com.br.









