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Americanos optam pela compra de imóveis em vez de aluguel: entenda!

A maioria dos americanos (53%) acredita que comprar uma casa é preferível a alugar, apesar da dificuldade econômica que impede 70 milhões de pessoas de adquirir imóveis. O dilema entre comprar ou alugar depende do mercado e do tempo planejado de residência.

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Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

A busca pela casa própria ainda é um dos grandes sonhos dos americanos, apesar de muitos não conseguirem alcançá-lo devido à alta dos preços dos imóveis.

Um relatório da Associação Nacional de Construtores de Imóveis revelou que 70 milhões de pessoas, cerca de 52% dos lares, não conseguem comprar uma casa avaliada em US$ 300 mil, o que equivale a aproximadamente R$ 1,56 milhão. Já outros 47,5 milhões estão fora do mercado de imóveis acima de US$ 200 mil, ou R$ 1,04 milhão.

Por outro lado, uma nova pesquisa do Bank of America mostra que, pela primeira vez desde 2023, a maioria dos americanos (53%) acredita que adquirir um imóvel é mais vantajoso do que alugar ou viver com familiares.

Um estudo do Zillow também ressalta que alugar não é sinônimo de jogar dinheiro fora, e que, em algumas situações, comprar um imóvel pode não ser a melhor decisão financeira.

Por que a preferência por comprar cresce entre os americanos?

Embora pareça evidente que muitos americanos queiram investir na própria casa, Matt Vernon, responsável pelo setor de crédito ao consumidor do Bank of America, informou que essa não era a percepção há alguns anos. Em 2025, apenas 48% acreditavam que a compra era a melhor escolha, número que caiu para 47% em 2024.

Mas o que mudou agora? Vernon afirma que a casa própria se mantém como uma forma sólida de garantir estabilidade financeira a longo prazo, atraindo cada vez mais atenção dos consumidores para onde estão colocando seu dinheiro.

Um relatório recente do Bank of America Institute também revelou que os custos dos aluguéis estão estáveis ou diminuindo em diversas regiões dos Estados Unidos. Isso não significa que os proprietários estão cobrando menos, mas que locatários estão buscando opções mais acessíveis, como residências menores ou em áreas menos valorizadas.

O relatório destacou algumas estatísticas interessantes:

  • 90% dos entrevistados consideram que um imóvel é um bom investimento, em comparação a 79% em 2025;
  • 94% afirmam que a casa própria oferece estabilidade, frente a 83% do ano anterior;
  • 32% se sentem mais confiantes em sua capacidade de comprar uma casa em 2026, contra 27% no ano passado.

Vernon apontou que a maioria enxerga os imóveis como oportunidades de investimento, com a possibilidade de gerar patrimônio ao longo do tempo, algo cada vez mais convincente para quem deseja adquirir uma casa.

Comprar é sempre mais vantajoso que alugar?

Os dados da Zillow sugerem que essa resposta varia de acordo com a localização e o tempo que se pretende permanecer na casa. Orphe Divounguy, economista-sênior do Zillow, afirma que o questionamento certo é: “Em que momento comprar faz o comprador ficar em melhor situação financeira do que alugar?”

A comparação entre o custo mensal de aluguel e a parcela do financiamento pode ser muito simplificada. O estudo do Zillow analisa o quadro financeiro ao longo do tempo.

Para um comprador, isso envolve o valor da entrada, os custos de documentação, parcelas do financiamento, impostos, seguro, manutenção e possíveis vendas futuras. Para um locatário, o panorama inclui apenas aluguel e seguro, mas o capital que seria utilizado na entrada pode ser investido.

O equilíbrio financeiro entre comprar e alugar, em média nos Estados Unidos, ocorre após seis anos. Nas diferentes cidades, esse prazo varia: em Columbus, por exemplo, são 4,1 anos; enquanto em Nova York ele pode chegar a 12,5 anos.

Vantagens ao alugar em grandes cidades

Em São Francisco, onde o preço médio de um imóvel passa de um milhão de dólares, o custo de compra supera o de alugar, com locatários obtendo uma vantagem considerável ao investir o capital que não foi usado para a compra. A estimativa é que ao longo de 30 anos, o locatário poderia ter uma vantagem de US$ 564 mil.

Já em Nova Orleans, de acordo com o mesmo estudo, alugar pode representar uma vantagem de cerca de US$ 3,4 milhões em comparação à compra em 30 anos, mesmo para imóveis de menor valor.

Divounguy explica que alugar não significa desperdiçar dinheiro, pois o locatário não só evita um financiamento, mas também mantém o capital que poderia ser empregado na compra, o que fornece flexibilidade financeira.

Em resumo, a decisão entre comprar e alugar deve contemplar aspectos como o período de permanência e as condições do mercado local. As recomendações são:

  • Comprar se: você planeja ficar por mais de seis anos e valoriza a construção de patrimônio.
  • Alugar se: você pode precisar se mudar em menos de seis anos ou prefere mais flexibilidade financeira.

Movimentações no mercado imobiliário

O chamado “efeito de retenção” fez com que muitos proprietários mantivessem seus imóveis alugados, em vez de vendê-los, devido às taxas de financiamento menores que obtiveram no passado. Além disso, proprietários que não conseguem os preços desejados estão optando por alugar em vez de vender por um valor inferior.

Vernon observa que diversas pessoas estão dispostas a fechar negócios, mesmo com taxas de juros mais altas, por conta de fatores como localização e imóveis com características especiais. Essa mudança de mentalidade já é visível, com uma queda no percentual de potenciais compradores que esperam por preços mais baixos antes de agir.

Barreiras à compra

Apesar da crescente crença de que comprar é melhor do que alugar, muitos ainda enfrentam barreiras, como a alta dos preços (58%) e as taxas de juros (47%). Esses desafios fazem com que muitos potenciais compradores optem por esperar por melhores condições.

Por outro lado, muitos já estão prontos para ingressar no mercado, com 52% dos proprietários afirmando que pretendem comprar um novo imóvel, sendo que 22% planejam fazê-lo no próximo ano.

Estratégias para a Casa Própria

As novas gerações já estão adotando estratégias para concretizar o sonho da casa própria. Entre os jovens da Geração Z, 28% estão assumindo empregos extras e 31% pensam em participar de programas de auxílio para compradores, entre outras iniciativas. Alguns programas estaduais e municipais oferecem suporte para entrada e custos de documentação, enquanto o Bank of America disponibiliza subsídios de até US$ 17,5 mil em determinados mercados.

Embora seja comum recomendar uma entrada alta, a pesquisa mostrou que não é necessariamente a melhor opção. Um pagamento menor pode permitir que o comprador invista o capital, o que pode resultar em retornos mais altos em comparação com os juros economizados. Os especialistas afirmam que não existe uma única fórmula para a compra da casa própria, enfatizando a importância de que cada comprador avalie suas necessidades e prioridades.

Para quem ainda não se sente preparado para comprar, é aconselhado que comece a poupar e busque informações sobre o processo. Para os que já estão prontos, é fundamental cuidar do crédito e buscar uma pré-aprovação com seu banco.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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