
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, os Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (7) que realizaram ataques a alvos no Irã após interceptarem ofensivas enquanto seus navios de guerra se dirigiam ao Golfo de Omã pelo Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos EUA divulgou um comunicado indicando que as forças iranianas lançaram mísseis, drones e embarcações menores durante a passagem dos destróieres USS Truxtun, USS Rafael Peralta e USS Mason. Os militares americanos afirmaram que "nenhum ativo americano foi atingido" durante esses incidentes.
A nota oficial do Comando Central destacou que as forças dos EUA neutralizaram as ameaças e desferiram ataques contra instalações militares iranianas que estariam envolvidas em ações contra os interesses americanos, incluindo locais de lançamento de mísseis, centros de comando e controle e nodos de espionagem. Além disso, as forças dos EUA garantiram que não estão buscando uma escalada do conflito, mas estão preparadas para proteger suas tropas na área.
Irã acusa EUA de violação do cessar-fogo
Enquanto isso, o Irã respondeu, afirmando que os EUA violaram o cessar-fogo ao atacarem navios e áreas civis no Estreito de Ormuz. Um porta-voz militar iraniano mencionou que tropas americanas atacaram um petroleiro iraniano que se encontrava em águas próximas a Jask, a caminho do Estreito de Ormuz, bem como outra embarcação que estava se dirigindo ao estreito perto do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya também afirmou que, com a colaboração de alguns países da região, os EUA realizaram ataques aéreos em áreas civis ao longo das costas de Bandar Khamir, Sirik e da Ilha de Qeshm. Essas alegações aumentam as tensões entre os dois países, que têm uma longa história de conflitos e desentendimentos na região.
A situação atual no Estreito de Ormuz reflete não apenas a complexidade das relações diplomáticas entre os EUA e o Irã, mas também o papel estratégico que esta passagem naval desempenha no comércio internacional e na segurança regional.



