
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, os preços do açúcar tiveram um aumento significativo durante este período, alcançando o maior nível em três semanas na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho registrou um crescimento de 2,33%, com valor fixado em US$ 14,95 por libra-peso.
Esse aumento é em grande parte impulsionado pela crescente preocupação com o aumento dos custos do combustível. As usinas de açúcar globalmente estão optando por destinar mais cana-de-açúcar para a produção de etanol, o que resulta em uma pressão ascendente sobre os preços do açúcar. A produção reduzida de açúcar é, portanto, uma das causas desse aumento nos preços.
Além disso, a Green Pool Commodity Specialists revisou suas expectativas de déficit global de açúcar para o ano de 2026/27, agora estimando uma falta de 4,30 milhões de toneladas, em comparação com a previsão anterior de um superávit de 1,66 milhão de toneladas. Essa mudança é atribuída à migração da produção para etanol.
No contexto brasileiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que a produção de açúcar deve ter uma leve queda de 0,5% em 2026/27, totalizando 43,952 milhões de toneladas. Em contrapartida, a produção de etanol deve aumentar 7,2% em relação ao ano anterior, atingindo 29,259 milhões de litros.
Cacau
Os contratos futuros de cacau também mostraram valorização, fechando a sessão com alta de 0,76% na Bolsa de Nova York, com o preço para entrega em julho atingindo US$ 3.596 por tonelada. Segundo informações do Barchart, o cacau em Londres alcançou seu preço mais alto em dois meses, impulsionado por um suporte observado na quinta-feira, além do fortalecimento da demanda dos consumidores por chocolate. Mesmo com preços elevados, as principais marcas de chocolates, como Hershey e Mondelez International, apresentaram resultados acima das expectativas, indicando uma demanda sólida por produtos de chocolate.
Café
Os preços futuros do café arábica apresentaram uma leve recuperação, com um aumento de 0,30% conforme os contratos foram negociados na Bolsa de Nova York, com o vencimento de julho cotado a US$ 2,864 por libra-peso. Inicialmente, os preços caíram na sexta-feira devido à expectativa de uma safra maior no Brasil. No entanto, os preços se recuperaram na medida em que o dólar caiu, levando a um fechamento de posições vendidas nos contratos futuros. A Academia de Comércio de Café previu que a safra de café brasileira para 2026/27 deve aumentar em 12% em relação ao ano anterior, alcançando 71,4 milhões de sacas.
Algodão
Os preços futuros do algodão também foram favorecidos por fatores externos, como a desvalorização do dólar e o aumento nos preços do petróleo. Segundo a Fibre2Fashion, o apetite por compras no mercado futuro está sendo influenciado por melhorias nas condições macroeconômicas, refletindo um tom mais positivo no mercado. O contrato futuro de algodão para julho fechou com alta de 2,42%, cotado a US$ 84,19 por libra-peso.
Suco de Laranja
Entre as commodities analisadas, o suco de laranja foi a única que não acompanhou a tendência de alta. O contrato para julho encerrou a sexta-feira com um preço de US$ 1.893 por tonelada, registrando uma queda de 0,50%.
Neste cenário, as condições de mercado e as dinâmicas de oferta e demanda continuam a ser cruciais para entender as flutuações nos preços dessas commodities essenciais.



