
Dono da empresa de turismo Outsider Tours é preso em Santa Catarina
Fernando Sampaio de Souza e Silva, proprietário da Outsider Tours, foi preso em Santa Catarina, mas a Justiça do Pará posteriormente concedeu sua soltura. O tribunal considerou provas que demonstravam o fechamento definitivo da empresa, cuja sede estava localizada na Rua do Passeio, no Centro do Rio de Janeiro. A decisão determinou que a família de Fernando havia compensado os clientes prejudicados e encerrado as atividades da empresa online.
O acórdão ressaltou que “o risco à ordem pública” foi neutralizado pelo encerramento voluntário e comprovado das operações da Outsider Tours, que agora é classificada como “permanentemente fechada”. Fernando estava sob investigação por estelionato e respondia a mais de 600 ações judiciais em todo o Brasil, sendo solto na noite de segunda-feira (6). Em janeiro, ele havia sido preso em Balneário Camboriú durante férias em família.
Após sua captura, ele permaneceu detido no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, em Itajaí. Com a decisão do tribunal, Fernando deverá residir em Santa Catarina e trabalhar em uma indústria têxtil de sua família. A defesa do empresário enfatizou que não havia necessidade para a prisão preventiva e que a decisão de soltura era baseada em fatos novos que alteraram a situação legal do caso.
Atualmente, Fernando enfrenta um processo criminal no Rio de Janeiro por estelionato, já tendo sido indiciado duas vezes no último ano. A empresa Outsider Tours, que ficou no centro das reclamações por não entrega de serviços, foi especialmente criticada por não fornecer ingressos para a final da Champions League e por cancelar pacotes para a final da Libertadores.
As investigações indicam que Fernando era responsável por várias empresas de turismo que prometeram pacotes para eventos esportivos, mas não cumpriram as obrigações contratuais. Além dos mais de 600 processos já existentes, novas investigações estão em curso, incluindo uma na Polícia Civil de São Paulo, relacionada a um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão.
Embora o CNPJ da Outsider Turismo Ltda. seja considerado inapto, Fernando mantém ativa a Turisport Turismo LTDA., uma das várias empresas associadas à sua operação. O pagamento de pacotes turísticos é feito por meio da Turisport, que ele descreveu como um “braço” da Outsider, e cujos dados estão registrados no nome fantasia da Outsider.
A defesa de Fernando afirma que a decisão do Tribunal de Justiça do Pará foi clara ao reconhecer a legalidade da sua soltura, considerando a liberdade como a regra, a menos que a acusação prove o contrário em um momento apropriado.



