Uma mulher que passou por uma cirurgia no ombro errado em um hospital de Nova Veneza, no Sul de Santa Catarina, deverá receber R$ 8 mil por danos morais. O procedimento foi realizado em setembro de 2024, e a paciente precisou esperar mais de um ano para operar o ombro que realmente apresentava lesões.
A condenação foi determinada pela 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Criciúma e envolve o Estado de Santa Catarina e o instituto responsável pela gestão da unidade hospitalar.
Exames apontavam o lado correto
De acordo com as informações analisadas no processo, os exames médicos indicavam lesões no ombro direito da paciente, incluindo ruptura de tendão, tendinopatia calcária e artrose.
Um novo exame, realizado em fevereiro de 2024, apontou que o ombro esquerdo não apresentava alterações significativas. Apesar disso, o pedido de internação registrado no sistema de regulação indicava o lado esquerdo para a cirurgia, informação que acabou orientando o atendimento.
A perícia judicial não conseguiu identificar em qual etapa ocorreu a troca do lado a ser operado nem apontar um profissional específico responsável pelo erro.
Cirurgia correta ocorreu mais de um ano depois
Na avaliação da Justiça, a impossibilidade de identificar o responsável direto não afastou a responsabilidade dos envolvidos. A sentença considerou que a paciente foi submetida a uma intervenção que não correspondia às lesões registradas nos exames e enfrentou um período de recuperação desnecessariamente prolongado.
A cirurgia no ombro direito, que apresentava as lesões, só foi realizada em dezembro de 2025, mais de um ano após o primeiro procedimento.
Com a decisão, o Estado de Santa Catarina e o instituto gestor do hospital deverão pagar, solidariamente, R$ 8 mil à paciente, além de juros e correção monetária.
A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).










