Aos 109 anos, Maria Hermogênea dos Santos carrega uma história que atravessa mais de um século. Nascida em 28 de fevereiro de 1917, em Guamiranga, no município de Guaramirim, no Norte de Santa Catarina, ela é atualmente reconhecida como a pessoa mais velha do estado pelo instituto LongeviQuest, organização dedicada à pesquisa e validação de casos de longevidade.
Maria assumiu o título em julho de 2026, após a morte de Tomásia Machado de Bitencourt, que havia sido reconhecida anteriormente como a pessoa mais velha de Santa Catarina e morreu aos 110 anos.
Ao longo de sua vida, Maria testemunhou acontecimentos marcantes da história mundial, incluindo as duas guerras mundiais e a pandemia de Covid-19. Também acompanhou profundas transformações sociais e tecnológicas ao longo das décadas.
Infância marcada por uma perda
Maria perdeu a mãe quando tinha apenas três anos. Ela cresceu ao lado dos dois irmãos mais novos e, posteriormente, viu a família aumentar após o pai se casar novamente com uma viúva que já tinha um filho.
Do segundo casamento do pai nasceram outros cinco filhos, formando uma grande família.
Maria nunca se casou e não teve filhos. Ao longo da vida, porém, manteve uma forte ligação com os sobrinhos e sobrinhas. Ela costumava ajudar as irmãs nos cuidados com a casa e com as crianças sempre que um novo bebê chegava à família.
Mudança para Joinville
Em 1972, Maria deixou Guaramirim e se mudou para Joinville acompanhada da irmã Anézia. Desde então, passou a construir sua história na cidade.
Na terceira idade, participou de atividades voltadas ao público idoso, onde fez novas amizades e manteve uma vida comunitária ativa.
A fé também faz parte de sua trajetória. Católica, Maria participa há muitos anos das atividades da igreja e integra o Apostolado da Oração.
Aos 109 anos, a catarinense se tornou testemunha viva de diferentes gerações e de acontecimentos que transformaram o mundo ao longo de mais de um século.










