O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação “Sentinela II”. A ação ocorre em apoio à investigação conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau.
Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nos municípios de Blumenau e Florianópolis. As medidas foram autorizadas no âmbito de uma investigação que apura possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação, falsidade ideológica e falso testemunho.
A segunda fase da operação é um desdobramento da Operação “Sentinela”, deflagrada em maio de 2026 para investigar um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionado a contratos públicos firmados com o Município de Blumenau.
Investigação aponta possível ocultação de patrimônio
Com o avanço das apurações, segundo o MPSC, surgiram indícios de que investigados e pessoas ligadas a eles teriam adotado medidas para ocultar bens e disfarçar a origem de recursos que poderiam estar relacionados aos fatos investigados na primeira fase da operação.
Entre os elementos analisados pelas equipes de investigação estão movimentações financeiras consideradas fora do padrão, negociações envolvendo bens e operações realizadas por meio de terceiros.
As diligências também apontaram, de acordo com o Ministério Público, possíveis tentativas de interferência na produção de provas e de obstrução das investigações.
Diante desses elementos, a Justiça determinou a prisão preventiva de dois investigados, além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Os materiais recolhidos durante a operação serão analisados pelas equipes responsáveis e poderão contribuir para o aprofundamento das investigações.
O processo tramita sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos, conforme o andamento das apurações.
Significado do nome da operação
O nome “Sentinela II” faz referência à figura da sentinela, responsável pela vigilância e proteção.
Segundo o MPSC, nesta segunda fase, a denominação simboliza a atuação das instituições na preservação da integridade das investigações e no combate a práticas que possam ocultar patrimônio, dificultar a produção de provas ou comprometer a efetividade da atuação da Justiça.










