O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
A decisão representa um forte revés para um dos homens escolhidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar o comando da principal força de investigação federal do país.
Andrei Rodrigues chegou ao comando da PF por indicação de Lula e, desde então, tornou-se uma figura central na estrutura de segurança do governo. Agora, seu afastamento ocorre em meio às revelações envolvendo o Banco Master e às mensagens encontradas em materiais relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O nome de Andrei aparece em diversas conversas relacionadas ao caso. Entre os episódios revelados estão contatos e tratativas que passaram a levantar questionamentos sobre a proximidade do diretor-geral da PF com pessoas ligadas ao banco.
Uma das revelações envolve um convite feito por Vorcaro para que Andrei participasse de um evento em Londres, com despesas que seriam custeadas pelo banqueiro. O conteúdo das mensagens passou a integrar o conjunto de informações analisadas nas investigações.
A divulgação desses diálogos aumentou a pressão sobre a direção da Polícia Federal e colocou ainda mais atenção sobre a relação entre autoridades públicas e personagens envolvidos no escândalo do Banco Master.
O afastamento determinado por Mendonça ocorre justamente nesse contexto. Além de Andrei Rodrigues, o ministro também determinou o afastamento de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal, e ordenou apurações relacionadas à atuação da corporação no caso.
A situação ganha peso político pelo fato de Andrei Rodrigues ter sido escolhido diretamente por Lula para comandar a PF. A queda do diretor-geral, portanto, atinge uma peça importante da estrutura de confiança do atual governo.










