A produção industrial brasileira sofreu uma queda de 1,8% em junho, superando as previsões negativas do mercado e marcando o segundo mês consecutivo de perdas. Os dados revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em comparação ao mesmo período do ano passado, a produção teve um crescimento de 1,7%.
As expectativas do mercado, segundo uma pesquisa, indicavam uma retração de apenas 0,8% em junho e um aumento de 3,0% na comparação anual. No início deste ano, o setor apresentava resultados otimistas, impulsionados principalmente pelo bom desempenho da indústria extrativa e dos produtos relacionados ao petróleo e biocombustíveis.
No entanto, analistas apontam que a indústria pode estar enfrentando uma desaceleração devido à política monetária restritiva, com a taxa Selic atualmente em 14,25%. O Banco Central deve anunciar nesta quarta-feira sua nova decisão sobre a taxa de juros, com especulações sobre um possível corte de 0,25 ponto percentual.
A principal contribuição negativa em junho veio da produção de coque e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que teve um recuo de 5,9%, acumulando uma queda de 11,8% nos últimos dois meses. Outros setores que também impactaram negativamente foram os produtos químicos (-4,3%), alimentos (-1,9%), farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%), vestuário e acessórios (-11,0%), além de equipamentos eletrônicos e ópticos (-8,9%).
Entre as grandes categorias econômicas, houve uma queda de 4,1% na produção de bens de consumo semi e não duráveis e um recuo de 3,2% nos bens de consumo duráveis. Também foram registradas quedas de 1,1% na produção de bens de capital e bens intermediários.
Com informações de forbes.com.br.







