Belo Horizonte – Mateus Simões foi confirmado como candidato à reeleição ao Governo de Minas Gerais pelo PSD durante a convenção estadual do partido, realizada no último domingo. Em sua fala, o político fez uma crítica ao ex-deputado Eduardo Cunha, referindo-se a ele como um “cadáver” ao comentar sobre as articulações políticas para as eleições de 2026. Simões comentou que a polarização tem atrasado as decisões, permitindo que figuras controversas, como Cunha, voltem a ser cogitadas.
“A polarização levou ao retardamento das decisões e os oportunistas de plantão viram aí uma possibilidade de ressuscitar cadáveres como o de Eduardo Cunha. Afinal de contas, eu continuo me perguntando como é que um presidiário cassado do Rio de Janeiro veio parar em Minas Gerais para ser candidato a deputado estadual”, afirmou.
Ele explicou que a indefinição em relação às chapas majoritárias ainda persiste, com várias candidaturas formalizadas sem um vice definido e, em alguns casos, sem completar a composição para o Senado.
No evento, Simões também demonstrou preocupação com a influência de lideranças nacionais nas decisões políticas do estado. “Não consigo entender por que não são os políticos mineiros que estão tomando as decisões das outras chapas. Na nossa chapa, são os políticos mineiros. Nós decidimos quem são os candidatos que representam Minas Gerais. Não veio ninguém de fora dizer para a gente quem vai comandar a política”, criticou.
A convenção do PSD também selou uma coligação com os partidos Avante e Novo. O ex-governador Romeu Zema, que é candidato à Presidência da República, e o senador Carlos Viana, que foi confirmado como candidato ao Senado, prestigiaram o evento. Viana também destacou que irá apoiar Ronaldo Caiado, do PSD, no primeiro turno da disputa presidencial. Contudo, a definição da segunda vaga ao Senado ainda está pendente.
Com informações de metropoles.com.







