Em 2019, Jay Shetty deu início ao seu podcast On Purpose e, desde então, sua trajetória tem sido impressionante. Ele foi avisado de que já era tarde demais para entrar nesse mercado, que estaria saturado. No entanto, sete anos depois, Shetty se tornou um dos podcasters mais ouvidos no mundo, competindo diretamente com grandes talk shows de diversas mídias, como TV, rádio e internet. Suas longas entrevistas com personalidades, como Michelle Obama e Matt Damon, atraem tanto os espectadores do YouTube quanto os ouvintes da iHeartMedia. Recentemente, estima-se que Shetty tenha arrecadado US$ 21 milhões (cerca de R$ 107,1 milhões) em contratos e, após esses acordos, fechou um novo contrato com a Netflix e Spotify, totalizando cerca de US$ 100 milhões (R$ 510 milhões) ao longo de três anos.
Shetty comentou sobre a evolução do formato de podcast, observando que a inclusão de vídeo não era comum quando ele começou, mas agora atrai a atenção de grandes plataformas de streaming. Um dos pontos notáveis sobre esses megacontratos é que os podcasters mantêm a propriedade de suas criações, ao contrário de outras formas de entretenimento. Isso significa que empresas estão dispostas a pagar valores significativos apenas pela licença do conteúdo. Nos últimos anos, gigantes do streaming começaram a investir pesadamente no setor, especialmente após perceberem a crescente popularidade dos podcasts.
De acordo com fontes do setor, a Netflix, após ofertas iniciais que não foram aceitas, decidiu oferecer contratos mais altos para atrair talentos que estavam estabelecidos em outras plataformas. Algumas ofertas chegaram a US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) por ano. Assim, muitos podcasters vêm assinando acordos lucrativos com plataformas como Spotify e iHeart.
Joe Rogan continua sendo o podcaster mais bem pago do mundo, com um contrato que pode chegar a US$ 250 milhões (R$ 1,275 bilhão) com o Spotify. Os contratos na faixa de US$ 100 milhões (R$ 510 milhões) estão se tornando o objetivo de muitos podcasters, e a competição entre as plataformas tem impulsionado isso, com garantias que podem ultrapassar US$ 30 milhões (R$ 153 milhões) por ano.
Ainda assim, os podcasts se destacam pela menor necessidade de investimento em produção em comparação à TV, além de gerarem receitas significativas com anúncios, onde os patrocinadores pagam mais pela confiança que os ouvintes depositam nos apresentadores. Essa tendência fez com que o formato se consolidasse como uma nova forma de entretenimento eficaz.
Os podcasters mais bem pagos em 2026 incluem:
- 1. Joe Rogan: The Joe Rogan Experience (Spotify) – US$ 82 milhões (R$ 418,2 milhões)
- 2. John Coogan, Jordi Hays: TBPN (OpenAI) – US$ 70 milhões (R$ 357 milhões)
- 3. Steven Bartlett: The Diary of a CEO (Independente) – US$ 45 milhões (R$ 229,5 milhões)
- 4. Ashley Flowers: Crime Junkie (Red Seat Ventures/Tubi) – US$ 42 milhões (R$ 214,2 milhões)
- 5. Will Arnett, Jason Bateman, Sean Hayes: SmartLess (SiriusXM) – US$ 37 milhões (R$ 188,7 milhões)
- 6. Mel Robbins: The Mel Robbins Podcast (SiriusXM) – US$ 35 milhões (R$ 178,5 milhões)
- 7. Jason e Travis Kelce: New Heights (Amazon Wondery) – US$ 35 milhões (R$ 178,5 milhões)
- 8. Alex Cooper: Call Her Daddy (SiriusXM) – US$ 32 milhões (R$ 163,2 milhões)
- 9. Jon Favreau, Jon Lovett, Dan Pfeiffer e Tommy Vietor: Pod Save America (Audioboom) – US$ 28 milhões (R$ 142,8 milhões)
- 10. Charlamagne Tha God: The Breakfast Club (iHeart/Netflix) – US$ 27 milhões (R$ 137,7 milhões)
Os dados mostram que, mesmo com desafios, o setor de podcasts continue em alta e atraindo investimentos significativos, refletindo uma nova era para este formato de mídia.
Com informações de forbes.com.br.








