Quatro cidades catarinenses declararam situação de emergência após a passagem de tempestades que causaram danos significativos a residências e lavouras. Até a manhã de sexta-feira (31), os municípios de Aurora, Guabiruba e Agronômica, localizados no Vale do Itajaí, e Garuva, no Norte do estado, haviam oficializado os decretos, conforme informações da Defesa Civil.
A instabilidade climática que afetou a região nos últimos dias trouxe fortes rajadas de vento, com velocidade superior a 80 km/h, e ocorrências de granizo.
A situação de emergência é ativada quando um desastre impacta a capacidade de resposta do poder público, exigindo apoio externo para restaurar serviços essenciais e realizar a recuperação de infraestruturas de pequeno e médio porte. Através desse decreto, as cidades poderão acessar recursos federais destinados a socorro e assistência humanitária.
Danos nas cidades catarinenses
- Aurora: A tempestade causou ampla destruição no município, especialmente na terça-feira (28). Houve destelhamento de casas e prejuízos em estabelecimentos comerciais, além de queda de energia elétrica. No campo, cerca de 800 hectares de cultivo de cebola e 100 hectares de fumo foram danificados.
- Garuva: A agricultura foi particularmente afetada, com estima-se que 90% das plantações de banana e pupunha, assim como orquidários, tenham sofrido danos. Na cidade, rajadas de vento atingiram 98 km/h, resultando em destelhamentos, quedas de árvores e danos a escolas e propriedades rurais. O ginásio da Apae também sofreu destruição parcial.
- Guabiruba: O município, com 24 mil habitantes, registrou estragos em cerca de 200 casas. A Defesa Civil iniciou a distribuição de kits de limpeza doméstica, acomodação, colchões e telhas. Além disso, 115 pessoas foram desalojadas devido aos danos.
- Agronômica: Na cidade, destelhamentos e quedas de árvores ocorreram devido aos ventos fortes e à chuva intensa, afetando a rede elétrica.
A prefeitura de Garuva orientou moradores que ainda não registraram danos para que entrem em contato pelo telefone 199 ou visitem a sede da Defesa Civil.
Com informações de g1.globo.com.






