Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e da campanha do presidente Lula estão atentos após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A decisão, tomada recentemente, permite que a PF investigue suspeitas de corrupção e tráfico de influência ligadas a negócios na área de cannabis medicinal e suas possíveis conexões com o Ministério da Saúde.
A preocupação entre os petistas é especialmente alta, visto que essa investigação acontece em um momento crítico, a poucos meses das eleições de outubro. Mesmo com um histórico de acusações envolvendo o filho de Lula, membros do partido afirmam que nenhuma delas culminou em condenações.
A orientação interna dentro do PT é para que a campanha mantenha um discurso alinhado com o que o presidente vem defendendo: a autonomia da Polícia Federal deve ser respeitada, e caso Lulinha seja considerado culpado, ele enfrentará as consequências legais.
Em entrevista, Lula destacou que não usará sua posição de liderança para proteger o filho. Ele reforçou que, como qualquer cidadão, Lulinha será tratado de maneira justa caso seja responsabilizado. O presidente enfatizou: “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio”.
Além disso, Lula garantiu que não interferirá nas investigações. “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger”, completou.
Com informações de metropoles.com.









