Membros da direção do Progressistas (PP) têm se mostrado contrários a um possível acordo com o PL, no qual a senadora Tereza Cristina (PP-MS) assumiria a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro para a presidência da República. A avaliação interna é que a legenda já decidiu manter uma postura neutra na disputa nacional, o que torna improvável uma mudança de posição que viabilizaria a candidatura de Tereza Cristina na chapa bolsonarista.
Recentemente, a cúpula do PP se reuniu para discutir as direções da sigla nas eleições deste ano. Dos oito participantes, seis se posicionaram a favor da neutralidade na disputa presidencial. O principal motivo para essa escolha se relaciona a possíveis acenos ao governo Lula, que, segundo a análise, não dificultaria a reeleição do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, no Piauí, nem criaria obstáculos para o partido em outros estados considerados estratégicos.
Além disso, integrantes do PP mencionaram uma antiga norma do partido, que determina um prazo mínimo de oito dias para a convocação de convenções partidárias. Considerando que o prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral é 5 de agosto, isso impossibilita a realização das convenções a tempo. Por outro lado, aliados de Flávio Bolsonaro tentam minimiza esse prazo, argumentando que se trata de uma regra interna e não uma lei oficial.
Tereza admite conversa
Em nota, Tereza confirmou que se reuniu com Flávio na quarta-feira e conversou, pela primeira vez, sobre a possibilidade de ser vice na chapa do senador. A senadora ressaltou que nenhuma decisão foi tomada e que qualquer composição de chapa dependerá de análises políticas e pessoais.
Com informações de metropoles.com.









