Uma pesquisa revelou que 54% das brasileiras que já tiveram relacionamentos com homens afirmam ter sofrido algum tipo de violência. Em contrapartida, apenas 11% dos homens entrevistados admitiram ter agredido suas parceiras ou ex-parceiras. O estudo, intitulado “20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira”, foi realizado pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Instituto Locomotiva.
Segundo os dados, cerca de 30 milhões de mulheres se declararam vítimas de violência de parceiro ou ex-parceiro. Quando abordadas sobre tipos específicos de violência, esse número sobe para quase 48 milhões. Os maiores obstáculos para denunciar essas agressões, conforme as entrevistadas, incluem medo de represálias (68%), risco de impunidade (56%) e a lentidão do sistema judiciário (39%).
O objetivo do estudo é analisar a percepção da sociedade sobre a eficácia da Lei Maria da Penha, que é o principal mecanismo de defesa da mulher contra a violência doméstica no Brasil. Criada em homenagem a Maria da Penha, que sobreviveu a tentativas de feminicídio, a lei visa proteger as mulheres e punir agressores.
Apesar dos avanços promovidos pela lei, a pesquisa evidencia que a violência de gênero continua a ser uma questão relevante. Para enfrentá-la, a pesquisa sugere a necessidade de um esforço conjunto do governo, fortalecimento das redes de proteção e mudanças culturais que combatam o machismo e a desigualdade de gênero.
A pesquisa, que entrevistou 1.500 pessoas acima de 16 anos entre 22 e 30 de abril de 2026, revelou que as mulheres, ao presenciarem agressões, tendem a acionar a polícia (70%), enquanto muitos homens prefeririam intervir diretamente (15%). A Delegacia da Mulher é o serviço de apoio mais conhecido, fornecido por 75% das entrevistadas, seguido pela Central de Atendimento à Mulher
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Entre os principais obstáculos que impedem as denúncias estão o medo de represálias, a impunidade e a falta de informação sobre os direitos e canais de ajuda. Cerca de 70% das mulheres afirmam que a Lei Maria da Penha tem um impacto positivo em suas vidas, embora a maioria ainda acredite que a legislação precisa de melhorias para ser totalmente eficaz.
Para denunciar casos de violência, as mulheres podem usar o telefone 180, que oferece suporte e orientação, ou o 190 em situações de emergência.
Com informações de g1.globo.com.









