O mercado de galpões logísticos de alto padrão no Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com a menor taxa de vacância já registrada, atingindo 5,5%. Essa informação é baseada em um relatório enviado à Forbes.
O resultado positivo reflete um volume de locações que já ultrapassa dois terços do melhor ano já registrado, indicando um novo recorde anual de absorção.
No primeiro semestre, a absorção bruta totalizou 2,8 milhões de m², enquanto a líquida foi de 2,1 milhões de m² — representando 60% e 68%, respectivamente, em comparação com 2025, que teve os melhores números até agora.
O estoque do setor é de 39,2 milhões de m², distribuídos em 264 imóveis. André Romano, gerente da Divisão Industrial e Logística da JLL, destaca que o setor enfrenta uma escassez de oferta. “A procura por ativos estratégicos está alta, e as empresas precisam planejar suas movimentações de longo prazo. Quem espera pode perder oportunidades”, explica.
As projeções indicam que até o final do ano, devem ser entregues mais 2,7 milhões de m², e 50% deste total já chegará ao mercado com pré-locação.
O preço médio do aluguel de galpões logísticos de alto padrão permaneceu em R$ 30,4/m²/mês, com uma leve queda de 3,4% em relação ao trimestre anterior, mas um aumento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Em São Paulo, o preço médio chegou a R$ 33,8/m²/mês, com um crescimento de 4,4% nos últimos 12 meses.
Varejo e e-commerce seguem em alta
O varejo e o e-commerce foram responsáveis por 49% da absorção bruta no último trimestre fora de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Mercado Livre foi o grande destaque, respondendo por 23% das absorções do período, seguido pela Shopee com 10%. Juntas, essas empresas já possuem 1,1 milhão de m² pré-locados para o segundo semestre de 2026.
A previsão da JLL indica que, com 80% das entregas programadas, a vacância nacional deve se manter entre 6% e 7% ao final de 2026, sustentada por uma demanda aquecida e oferta controlada.
São Paulo destaca-se, mas o mercado se expande
São Paulo concentrou 46% da absorção líquida nacional no segundo trimestre, registrando 446 mil m². A vacância no estado caiu para 5%, uma nova marca histórica, registrando uma queda de 1,5 pontos percentuais no trimestre e de 3,6 pontos percentuais em um ano.
Guarulhos apresentou uma vacância de apenas 1%, enquanto Cajamar registrou 5%. O Mercado Livre foi o responsável por 236 mil m² locados apenas em São Paulo, com contratos em diferentes condomínios.
- Nm KSM LOG Guarulhos I (65 mil m²)
- Markinvest (57 mil m²)
- CL Castelo Branco (43 mil m²)
- Prologis Cajamar III (46 mil m²)
A Shopee também fez locação de 54 mil m² no Parque Logístico Guarulhos II. No acumulado de 2026, São Paulo já contabiliza 62% da absorção bruta e 72% da absorção líquida de todo o ano anterior.
Fora do eixo paulista, Pernambuco e Santa Catarina se destacaram no trimestre, ficando atrás apenas de São Paulo em volume de locações. A absorção líquida foi de 113 mil m² em Pernambuco e 140 mil m² em Santa Catarina.
Em Pernambuco, a Shopee alugou 49 mil m² no Syslog Recife, enquanto o Mercado Livre ocupou 31 mil m² no Armazenna 4. Santa Catarina registrou o maior aumento de estoque do país no trimestre, com 277 mil m², superando os 191 mil m² de São Paulo.
Redução da vacância no Rio de Janeiro e crescimento em Minas Gerais
Minas Gerais encerrou o segundo trimestre com uma taxa de vacância de 4,5%, a menor entre os três maiores mercados do Brasil, apresentando um preço médio de R$ 30/m². A absorção bruta no semestre foi de 187 mil m², e a região de Extrema ficou com vacância de apenas 1% e Contagem com 2%.
Já no Rio de Janeiro, a vacância caiu para 9,2%, representando uma redução de 2,2 pontos percentuais em 12 meses, com absorção líquida positiva pelo segundo trimestre consecutivo. Duque de Caxias viu um aumento de 58% em um ano, com preço médio de R$ 32/m², enquanto na capital e nas regiões da Pavuna e São João do Meriti, o preço atingiu R$ 40/m².
Com informações de forbes.com.br.






