O governo da Síria anunciou que não pretende realizar uma intervenção militar contra o Hezbollah no Líbano, mesmo com as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi compartilhada pelo presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, em uma entrevista no último domingo.
Al-Sharaa ressaltou que a Síria está em busca de soluções em parceria com o governo libanês para lidar com o grupo xiita. “Não estamos considerando intervenções militares. A Síria possui várias opções que podem ser apresentadas ao estado libanês, permitindo que ele aja conforme necessário”, comentou o presidente sírio.
Essa posição vem à tona após Trump sugerir que a Síria poderia substituir Israel no combate ao Hezbollah, afirmando que as forças sírias poderiam atuar de maneira mais precisa, reduzindo incidentes com civis libaneses.
Atualmente, o Líbano vive um delicado cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, o qual não tem sido aceito pelo Hezbollah, que se recusa a desarmar. Enquanto isso, Israel continua a realizar ataques ocasionais em território libanês.
Mudanças significativas ocorreram nas relações entre o Hezbollah e o governo sírio, especialmente após a queda de Bashar al-Assad, em 2024. Al-Sharaa, que liderou a ofensiva que tirou Assad do poder, modificou a postura do governo sírio, alinhando-o mais aos interesses dos Estados Unidos e da Europa.
A nova administração síria, que se apresenta como pragmática e inclusiva, tem buscado estabelecer diálogos e abrir portas com a comunidade internacional, apesar do histórico do atual presidente estar ligado a movimentos jihadistas.
Com informações de metropoles.com.








