O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), refutou, nesta quarta-feira (23), a possibilidade de que o pré-candidato esteja adotando um “estilo Jair” em sua abordagem, após as recentes críticas relacionadas a desdobramentos das investigações do caso Master e à crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em entrevista à GloboNews, Marinho assegurou que não houve alteração no tom adotado por Flávio. Ele esclareceu que a indignação do pré-candidato em relação a divulgações sobre supostos recebimentos de R$ 500 mil por serviços advocatícios a uma empresa ligada a Daniel Vorcaro é uma resposta natural às circunstâncias.
“Estar indignado com as informações não significa mudar o tom da campanha”, declarou Marinho, acrescentando que o pré-candidato reagiu às recentes notícias que envolvem seu nome.
Apesar disso, observou-se que Flávio tem apresentado discursos mais impactantes, reminiscentes do que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, costumava fazer em campanhas passadas. Um dos vídeos dessa nova abordagem foi compartilhado na terça-feira (22), onde Flávio negou irregularidades em suas prestações de serviços e se referiu a uma “divulgação seletiva” das informações.
Marinho também afirmou que Flávio se mostrou reativo ao uso de órgãos públicos, como a Receita Federal, no que considera uma perseguição política de adversários.
No contexto de um encontro com diplomatas, Flávio mencionou uma empresa com suspeitas de fraude nas eleições venezuelanas que supostamente forneceria urnas eletrônicas ao Brasil, informações que foram desmentidas pela Justiça Eleitoral. Marinho defendeu que as declarações de Flávio visavam apenas reforçar a necessidade de aprimorar o sistema eleitoral e aumentar a fiscalização.
Sobre a recente decisão da federação PP-União Brasil de permanecer neutra nas eleições presidenciais de 2026, Marinho informou que ainda busca o apoio desses partidos e que fará contato até o prazo final das convenções partidárias, em 5 de agosto.
Com informações de g1.globo.com.








