Numa estratégia comum de políticos em situações suspeitas, a primeira atitude geralmente é declarar inocência, seguida do afastamento temporário até que a situação se esclareça ou se esqueça. No caso de Flávio Bolsonaro, essa abordagem não é diferente. Após ser revelado que ele recebeu R$ 16 milhões de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, que exalta seu pai, o político prometeu novas explicações em 30 dias, mas não as apresentou até o momento.
Flávio se destaca por sempre recorrer ao apoio do pai em momentos difíceis. Recentemente, em 25 de dezembro de 2025, ele foi indicado por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, enquanto o pai estava internado. Na última carta assinada pelo ex-presidente, ele destacou a importância de Flávio para “resgatar o Brasil”. Jair pediu união entre apoiadores para o filho, enfatizando seu papel como porta-voz da família.
Enquanto isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que já se distanciou de Flávio, esperava a bênção de Jair para sua própria candidatura ao Senado, mas foi alertada por ele de que deveria permanecer ao seu lado e cuidar da família. Apesar das mudanças de apoio, pesquisas indicam que Michelle tem boas chances de se tornar a candidata mais votada para o Senado, mesmo sem depender do apoio dos Bolsonaro.
Com o apelo do patriarca, a direita, exceto a extrema-direita, parece não se unir a Flávio para o primeiro turno, que agora aparece como um candidato azarão.
Com informações de metropoles.com.






