Bom dia a todos. Hoje é sexta-feira, 24 de julho.
Cenários
As ações brasileiras estão iniciando o dia em baixa no pré-mercado, à medida que os investidores observam o impacto das novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. As tarifas, que começaram a valer às zero horas desta sexta-feira, afetam importações de 60 a 80 países, incluindo Canadá, México e União Europeia, com alíquotas entre 10% e 12,5%.
Além disso, a tarifa sobre veículos, bebidas alcoólicas e laticínios importados do Canadá foi elevada para 50%, com vigência a partir de 19 de agosto. Essa medida visa combater práticas desleais, especialmente relacionadas ao trabalho forçado, e substitui a tarifa universal de 10% que havia sido imposta anteriormente sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, após uma decisão da Suprema Corte que considerou ilegal o uso de poderes de emergência para aplicar tarifas globais.
Desta vez, o governo americano recorreu à Seção 301 da mesma legislação, um mecanismo pouco utilizado anteriormente, que permite a imposição de tarifas a países que não coíbem adequadamente o trabalho forçado em suas cadeias produtivas. A representantes do comércio dos Estados Unidos afirmou que a proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado está em vigor há quase um século e pediu que os parceiros comerciais sigam o mesmo caminho. Especialistas em comércio internacional já indicam que essa nova rodada de tarifas poderá enfrentar desafios legais.
As reações aos novos impostos foram variadas. O Japão considerou a medida lamentável, a Austrália a classificou como injustificada, enquanto o governo brasileiro a rotulou de arbitrária. As bolsas asiáticas reagiram negativamente, com o Nikkei, de Tóquio, caindo cerca de 3% e o índice Kospi, da Coreia do Sul, apresentando uma queda superior a 4,5%, acionando os circuit breakers.
Esse movimento negativo é resultado de múltiplas pressões, incluindo a queda acentuada das ações de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos na quinta-feira, que foi impulsionada por preocupações com os investimentos em inteligência artificial. Além disso, a tensão crescente entre Estados Unidos e Irã está impactando o preço do petróleo.
Em contraste, as bolsas europeias estão se valorizando nesta manhã. A chefe de política externa da União Europeia sinalizou que o bloco buscará esclarecimentos junto a Washington, enfatizando que a UE tem cumprido com os acordos comerciais estabelecidos no ano anterior.
Os preços do petróleo estão em queda de aproximadamente 2%, com o Brent recuando para US$ 98,20 por barril, após ter atingido US$ 100 na quinta-feira. As cotações aumentaram mais de 13% durante a semana devido aos recentes ataques a petroleiros sauditas no Mar Vermelho e às promessas do presidente Trump de intensificar ações contra o Irã.
A aplicação das novas tarifas pode contribuir para a inflação, uma vez que incrementa os custos para os consumidores americanos, o que geralmente gera expectativas de aumento de juros e, consequentemente, provoca quedas nos preços das ações. Entretanto, os contratos futuros dos principais índices de ações dos Estados Unidos mostram leve alta no pré-mercado, refletindo uma tentativa de recuperação após as perdas significativas em ações de tecnologia. Os investidores também estão de olho nos índices de gerentes de compras (PMI) de julho e em balanços financeiros de empresas como American Express e Verizon.
Perspectivas
As cotas do ETF EWZ iShares MSCI Brazil, referência em ações brasileiras na bolsa americana, registram uma queda de 1,2% nesta manhã.
Indicadores
BRASIL
Sem indicadores relevantes
ESTADOS UNIDOS
- Licenças de Construção (Jun): Esperado – 1,367 milhão; Anterior – 1,410 milhão
- PMI Industrial (Jul): Esperado – 54,4; Anterior – 53,9
- PMI do Setor de Serviços (Jul): Esperado – 51,3; Anterior – 51,2
- PMI Composto S&P Global (Jul): Esperado – ND; Anterior – 51,9
Com informações de forbes.com.br.









