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Ibovespa sobe com Vale e Petrobras; dólar em menor nível em um mês

O Ibovespa fechou em alta de 2,44%, superando os 177 mil pontos, impulsionado por ações da Vale, Petrobras e Weg, após divulgarem resultados positivos. O volume financeiro do pregão foi de R$ 22,75 bilhões.

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Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

O Ibovespa teve um dia de alta na quarta-feira (22), fechando acima dos 177 mil pontos, com um crescimento de 2,44%, totalizando 177.547,57 pontos. Esse resultado foi impulsionado por ações de grandes empresas do setor, como Vale e Petrobras, além da Weg. A Weg se destacou após divulgar um balanço do segundo trimestre que superou as expectativas do mercado. O volume de negócios na bolsa alcançou R$ 22,75 bilhões.

Após um período de cinco sessões com desempenho modesto, o índice voltou a se valorizar devido a notícias corporativas positivas.

A Vale foi um dos destaques, tendo anunciado o maior volume de produção de minério de ferro para um segundo trimestre desde 2018. Ao mesmo tempo, a Petrobras teve um bom desempenho, influenciada pela alta dos preços do petróleo no exterior, que alcançaram o maior patamar desde 11 de junho, em meio a preocupações com a oferta devido ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Essas altas ajudaram a sustentar o Ibovespa, que também se beneficiou do bom desempenho da Weg, com analistas destacando que os resultados da companhia tranquilizaram os investidores quanto ao desempenho da empresa ao longo do ano.

O aumento na valorização do Ibovespa pode estar ligado ao interesse de investidores estrangeiros buscando oportunidades no Brasil. Um analista mencionou que o mercado americano pode estar diversificando seus ativos, atraindo capital para a bolsa brasileira em detrimento dos altos preços na Bolsa dos EUA.

No cenário internacional, o S&P 500 em Nova York caiu 0,13% devido à cautela entre os investidores, que aguardavam resultados de empresas de tecnologia.

Destaques do Ibovespa

  • A Telefônica Brasil ON registrou queda de 1,17% e a TIM ON recuou 2,43%, ambas na ponta negativa, após a Claro anunciar resultados operacionais positivos.
  • A Weg ON ganhou 10,05%, liderando o índice após reportar lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre.
  • A Vale ON subiu 3,96%, mesmo com a queda no preço do minério de ferro na Bolsa de Dalian, na China.
  • A Petrobras PN e ON avançaram 2,21% e 2,39%, respectivamente, acompanhando a alta do petróleo internacional.
  • Os papéis do setor bancário também subiram, com Itaú Unibanco PN +0,87%, Bradesco PN +2,26%, Santander Brasil UNIT +0,68%, e Banco do Brasil ON +1,01%.

Petróleo

Os preços do petróleo também se destacaram, fechando nos níveis mais altos desde 11 de junho, com preocupações crescentes sobre a oferta impulsionadas por conflitos no Oriente Médio. O preço do Brent subiu 3,36%, para US$ 94,07 o barril, com máximas durante o pregão. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA avançou 2,95%, alcançando US$ 86,83.

Com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, associado a ameaças de ataques a navios, as preocupações com a segurança da navegação também influenciaram os preços do petróleo.

Dólar

A alta do Ibovespa permitiu uma leve queda do dólar em relação ao real, impulsionada também pelo recuo da moeda americana em comparação a outras divisas emergentes. O dólar à vista encerrou o dia com uma baixa de 0,42%, cotado a R$ 5,05, menor valor desde 2 de junho. Com isso, o dólar acumula queda de 7,95% em 2023.

O movimento de baixa foi influenciado pelas operações da bolsa, que registrou um desempenho positivo logo na abertura, trazendo a moeda para o território negativo.

Embora o quadro geopolítico permaneça complexo, com conflitos no Oriente Médio afetando os fluxos de petróleo e gás, a situação comercial também trouxe novidades. Uma nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entrou em vigor, e o governo anunciou R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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