A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou nesta terça-feira (21/7) que realizou um ataque a uma infraestrutura de dados da Amazon localizada no Bahrein, afirmando ter destruído a instalação.
De acordo com comunicados veiculados por veículos relacionados à IRGC, esta ação foi uma retaliação às supostas agressões contra uma usina em construção em Darkhovin, que estaria envolvida com o Exército dos Estados Unidos. Essa usina de energia nuclear foi alvo de um ataque no último domingo (19/7).
O Ministério do Interior do Bahrein revelou que sirenes de alerta foram acionadas durante a madrugada de terça, mas até o momento, o governo local não se manifestou sobre o ataque à empresa americana.
Enquanto os Estados Unidos realizam ataques em território iraniano, o Irã tem respondido com ofensivas contra bases militares americanas espalhadas pela região do Oriente Médio. A agência de notícias iraniana Fars informou que, nas últimas 24 horas, a Guarda Revolucionária atingiu quatro bases no Bahrein, cinco no Kuwait e duas na Jordânia, utilizando mísseis e drones.
No Kuwait, autoridades confirmaram que usinas de energia e de dessalinização foram atacadas, resultando em danos às infraestruturas civis. Esse foi o quarto dia consecutivo de bombardeios iranianos, que têm causado incêndios em áreas críticas no país.
Impacto nas rotas de petróleo
Adicionalmente, o Irã continua a exercer um bloqueio no Estreito de Ormuz, uma importante via marítima que transporta cerca de 20% do petróleo vendido mundialmente. Neste mesmo dia, a IRGC alegou ter atacado dois petroleiros que tentaram transitar pelo estreito.
Simultaneamente, o grupo militar Houthi, que atua no Iémen, anunciou um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, aumentando ainda mais as tensões na região e potencialmente elevando os preços internacionais do petróleo.
Na manhã desta terça-feira, o preço do barril de petróleo Brent, que é a referência internacional, estava em aproximadamente US$ 90,70, apresentando um aumento de quase 2% em relação ao dia anterior.
Com informações de metropoles.com.









