Assistir a esportes ao vivo na companhia de outras pessoas pode ser uma ótima forma de fortalecer os laços sociais. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Tsukuba, no Japão, publicado recentemente.
Os pesquisadores observaram que os espectadores de jogos de basquete mostraram um aumento nos níveis de ocitocina, um hormônio associado à formação de vínculos sociais. Além disso, foi identificada uma redução nos níveis de estresse e uma maior sincronização dos batimentos cardíacos durante as partidas.
De acordo com a equipe de pesquisa, os resultados indicam que essas experiências compartilhadas podem estimular reações biológicas que promovem a sensação de conexão entre as pessoas, mesmo sem a necessidade de interação direta ou contato físico.
Metodologia do estudo
O estudo acompanhou 60 participantes que assistiram a duas partidas de basquete universitário. Durante os jogos, foram coletadas amostras de saliva para medir os níveis de ocitocina e cortisol, hormônio relacionado ao estresse. Os participantes também usaram sensores para monitorar a frequência cardíaca e responderam a questionários sobre a experiência.
Os voluntários informaram quanto gostaram da partida, se sentiram uma maior sensação de união com o público e se teriam interesse em assistir novamente a um evento esportivo ao vivo.
Resultados encontrados
Os dados mostraram que os níveis de ocitocina aumentaram entre aqueles que tinham concentrações mais baixas do hormônio antes do jogo. Aqueles com níveis mais elevados mantiveram essa concentração durante toda a partida. Ao mesmo tempo, os níveis de cortisol diminuíram, indicando uma redução do estresse.
Foi observado também que os batimentos cardíacos dos espectadores se tornaram mais sincronizados. Participantes com níveis mais elevados de ocitocina tendiam a apresentar uma maior sincronização da frequência cardíaca e relataram mais prazer, sensação de união, envolvimento com a partida e vontade de voltar a eventos esportivos ao vivo.
Próximos passos da pesquisa
Os pesquisadores afirmam que os resultados sugerem que eventos esportivos ao vivo podem ser uma maneira simples de estimular conexões sociais, mas eles não substituem tratamentos formais para transtornos psiquiátricos. O próximo passo da equipe é investigar quais fatores influenciam esses efeitos, como o resultado da partida, a familiaridade do público com o esporte e as características dos espectadores. O objetivo é entender em quais situações as experiências esportivas compartilhadas são mais eficazes na criação de vínculos sociais.
Com informações de metropoles.com.








