O Brasil se prepara para enfrentar a eleição presidencial de 2026 em um cenário econômico desafiador, especialmente com o recente aumento de tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos. Ruchir Sharma, renomado analista econômico e chairman da Rockefeller International, destacou que o país não pode errar nesse momento crucial.
Sharma observou que a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, programada para entrar em vigor em julho, poderá impactar a relação comercial entre os dois países. Isso colocaria o Brasil como o segundo país mais taxado pelo EUA, atrás apenas da China. Embora o efeito direto da tarifa possa parecer limitando, as consequências sobre o investimento estrangeiro e a dinâmica eleitoral são mais complicadas de prever.
Em uma recente entrevista, Sharma abordou como a decisão das tarifas poderá influenciar a corrida presidencial. Ele acredita que a narrativa de soberania apresentada por Lula pode funcionar em sua vantagem, mas isso depende, em grande parte, do desempenho econômico no período pré-eleitoral. O governo já indicou que não busca negociações antes das eleições, enquanto um eventual sucesso de Flávio Bolsonaro poderia resultar em concessões rápidas em acordos com Washington.
O analista também observou que a América Latina tem atraído a atenção dos investidores, especialmente com a tendência de governos de direita ganhando força na região. Historicamente, quando governos de direita assumem, os retornos para investidores tendem a ser melhores, comparados aos governos de esquerda.
Sobre os desafios fiscais, Sharma ressaltou que, não importa quem vença as eleições, o próximo governo precisará lidar com a pressão para uma negociação com os EUA. A situação econômica do Brasil é delicada e qualquer passo em falso pode resultar em consequências graves, especialmente com a crescente atenção global sobre a dívida pública.
Ainda segundo Sharma, o Brasil possui um grande potencial econômico, com recursos naturais e um setor tecnológico em crescimento. No entanto, a dependência excessiva da China para o crescimento econômico é uma estratégia arriscada, dadas as fragilidades da economia chinesa.
O futuro econômico do Brasil pode depender de como o novo governo lidará com esta nova ordem global, onde a inovação tecnológica e a política fiscal serão fundamentais para posicionar o país no cenário internacional.
Com informações de g1.globo.com.






