O clima no Brasil nesta sexta-feira (17/7) reflete claramente as alterações trazidas pelo super El Niño. O fenômeno, que se intensifica no Oceano Pacífico, provoca uma série de contrastes nas condições atmosféricas, resultando em calor intenso, ar seco e tempestades fortes pelo país.
Na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, o impacto do aquecimento das águas é mais acentuado. O estado enfrenta alerta máximo devido à possibilidade de tempestades severas, com rajadas de vento entre 70 km/h e 90 km/h e até chance de granizo. O bloqueio atmosférico gerado pelo El Niño está retendo as instabilidades sobre as regiões gaúchas da Campanha e faixa Sul.
Enquanto isso, Paraná e Santa Catarina vivem uma realidade bem distinta. O mesmo bloqueio impede o avanço das massas de ar polar, resultando em dias ensolarados e temperaturas acima da média. No litoral catarinense e em algumas cidades do oeste paranaense, as temperaturas estão mais quentes do que o habitual para julho.
No Sudeste, observa-se o início de um veranico, afetando o interior de São Paulo, o Triângulo Mineiro e o estado do Rio de Janeiro, onde os termômetros chegam a 25°C, representando uma diferença de 3°C a 5°C em relação à média histórica.
Secura extrema
A situação é ainda mais crítica no Centro-Oeste. Goiás e Mato Grosso do Sul, junto ao Distrito Federal, estão sob a influência de uma massa de ar seco, resultando em baixíssimos níveis de umidade relativa do ar, o que exige cuidados especiais da população para manter a saúde e a hidratação em dia.
No Nordeste, o El Niño gera condições contrastantes; enquanto o interior semiárido lida com calor excessivo e secura, a costa leste, que vai do Rio Grande do Norte até Sergipe, enfrenta forte instabilidade atmosférica.
A circulação dos ventos marítimos faz soar alerta sobre chuvas persistentes e riscos de alagamentos em áreas costeiras. Na Região Norte, áreas do Amazonas, Roraima e Pará também estão sob a possibilidade de chuvas volumosas e temporais isolados.
Dado que a seca provocada pelo El Niño tende a ser uma preocupação a longo prazo, as autoridades ambientais permanecem vigilantes quanto aos níveis dos rios e umidade florestal. Com o cenário climático trazendo extremidades tão diversas, especialistas destacam a importância de se adaptar às novas condições, ressaltando a necessidade de um planejamento adequado para reduzir os impactos deste inverno atípico.
Com informações de metropoles.com.








