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Tenente baleado: morte de suspeito impede avanço nas investigações

Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, foi morto pela PM em suposta troca de tiros, sendo considerado crucial para as investigações do atentado contra o tenente Ronickson Pimentel, que permanece em estado grave na UTI. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da operação e a morte de Nego Zum.

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Reprodução/SSP

Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, foi identificado pela polícia como o condutor da moto utilizada por um homem que disparou contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, em São Caetano do Sul, no dia 27 de junho. Ele foi morto durante uma suposta troca de tiros com os policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em uma operação realizada na manhã de quinta-feira (9/7). O tenente Pimentel permanece internado em estado grave, mas estável, no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Fontes que estão acompanhando o caso indicam que a morte de Nego Zum altera o curso das investigações sobre o motivo do atentado, que tem características de uma tentativa de execução. Outro homem, que ainda não foi identificado, também foi morto na operação na favela de Heliópolis, em São Paulo.

A versão dos policiais sobre o confronto foi registrada por câmeras corporais, mas essas imagens ainda não foram disponibilizadas à Polícia Civil, que investiga os dois óbitos. O delegado responsável pelo caso, Lucas Ventura de Aquino, tentou acessar as gravações, mas foi informado de que era necessário solicitar autorização ao Setor de Justiça e Disciplina do 1º Batalhão de Choque.

Contexto do atentado

  • O tenente Ronickson Pimentel foi baleado na nuca enquanto esperava em um semáforo.
  • Os criminosos se aproximaram de moto e dispararam à queima-roupa.
  • As possíveis motivações do crime ainda estão em investigação.
  • Imagens de câmeras de segurança mostraram os suspeitos monitorando o tenente antes do ataque.
  • Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, assassinada em 2008.

A comunicação oficial sobre o tiroteio para a polícia aconteceu cerca de duas horas e meia após o ocorrido. Os investigadores chegaram ao local mais de cinco horas depois, onde encontraram a cena preservada pela própria Rota.

Análise do confronto

Na suposta troca de tiros, os peritos encontraram vestígios de sangue e marcas de tiros nas paredes. As investigações ainda precisam confirmar a quantidade exata de disparos e a trajetória das balas. Foram coletadas 12 cápsulas no local.

O confronto levantou questões sobre a diferença de armamento entre os policiais e os homens mortos. A polícia apreendeu fuzis e pistolas, enquanto as armas em posse de Nego Zum eram um revólver e uma pistola com numeração raspada.

Busca por envolvidos

Durante as investigações, cinco homens foram mortos em busca de supostos envolvidos no atentado. Apesar de algumas conexões, a participação de muitos ainda precisa ser confirmada. Até o momento, três suspeitos foram detidos, sendo que um deles foi flagrado abandonando a moto usada no crime.

O principal suspeito de atirar no tenente continua foragido e é considerado perigoso. Ele estaria tentando deixar o país e foi incluído em uma lista da Interpol, que facilita sua captura fora do Brasil. O governo oferece recompensa por informações que levem ao seu paradeiro.

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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