Um policial civil que participou do resgate de uma idosa de 71 anos, sequestrada e abandonada em uma ribanceira em Santa Catarina, afirmou que foi um “milagre de Deus” ela ter sobrevivido. A mulher foi encontrada e levada ao hospital, recebendo alta na última quinta-feira, 9.
O sequestro ocorreu em Biguaçu, na Grande Florianópolis, na última terça-feira, 7, e a vítima foi localizada em uma área de mata fechada entre Blumenau e Gaspar no dia seguinte, 8. O policial fez uma descrição preocupante das condições em que a idosa estava: “Ela estava com pouca roupa, as roupas molhadas e enfrentou a noite mais fria do ano. Se ela ficasse mais tempo ali, com certeza não sobreviveria.” Segundo ele, a mulher passou um dia e uma noite ao relento.
O delegado Murillo Batalha, que comanda a investigação, informou que o inquérito ainda está em andamento e a polícia está analisando a possibilidade de haver mais pessoas envolvidas no crime.
O principal suspeito, identificado como Maicon de Moura, de 42 anos, tem um histórico criminal extenso, com 18 condenações anteriores e já cumpria pena por estelionato, conhecido como “golpe Don Juan”. Sua prisão em flagrante foi convertida para preventiva na quinta-feira.
Em seu depoimento, Maicon confessou que sequestrou a idosa para quitar uma dívida de R$ 20 mil com uma facção criminosa. Ele admitiu ter amarrado a vítima com fita adesiva e a colocou no porta-malas do carro dela durante o sequestro. O suspeito revelou que escolheu a idosa como alvo por achar que seria uma presa mais fácil e se sentiu arrependido ao saber que ela ainda não havia sido encontrada.
O encontro entre o suspeito e a idosa ocorreu em um bailão na segunda-feira, 6, um dia antes do crime. Depois de sequestrá-la, Maicon deixou a mulher em uma ribanceira de 200 metros em Gaspar, a cerca de 100 quilômetros de Biguaçu. Ele foi preso em Joinville, a 90 quilômetros ao norte de Blumenau, e, ao ser capturado, tentou fugir, mas acabou confessando o crime aos policiais, que seguiram as informações até encontrar a vítima.
A defesa de Maicon se manifestou, afirmando que acompanhou o processo desde a prisão em flagrante e que não comentará as circunstâncias investigadas, ressaltando a presunção de inocência até um eventual julgamento.
Com informações de g1.globo.com.







