As ações da Meta tiveram um aumento de 6% na última sexta-feira, atingindo pouco menos de US$ 670 (R$ 3.437,10). Com isso, a valorização total da semana ultrapassou os 14%, marcando o melhor desempenho do papel em cinco dias, desde a alta de 20,5% observada no início de fevereiro de 2024, conforme dados levantados por fontes de mercado.
Esse crescimento nas ações trouxe um acréscimo de US$ 12,7 bilhões (R$ 65,151 bilhões) à fortuna de Mark Zuckerberg, agora avaliada em US$ 229,3 bilhões (R$ 1,176 trilhão). Ele se posiciona como a sexta pessoa mais rica do mundo, ficando atrás de Michael Dell, em quinto lugar, com US$ 241,3 bilhões (R$ 1,238 trilhão), e Jeff Bezos, que ocupa a quarta posição com US$ 255,2 bilhões (R$ 1,309 trilhão), segundo a Forbes. Para mais detalhes, consulte a lista atualizada de bilionários.
Recentemente, a Meta lançou o Muse Image, um novo modelo de inteligência artificial destinado à criação de imagens. A empresa também apresentou a versão mais recente do Muse Spark, seu modelo-base de IA, anunciando uma “melhoria significativa” que amplia a capacidade do sistema de programar, utilizar ferramentas de software e compreender textos e imagens simultaneamente.
No dia anterior, as ações da Meta subiram 4,7% após a divulgação de que a empresa planejava produzir internamente um chip de inteligência artificial até setembro. Justin Post, analista do Bank of America, elogiou essa iniciativa, afirmando que a Meta pode ter encontrado uma maneira de construir ou operar sua infraestrutura de IA a um custo substancialmente inferior ao esperado pelo mercado.
Críticas à empresa
A Meta enfrentou críticas de sindicatos de Hollywood, agências de talentos e empresas de segurança cibernética devido a preocupações com a privacidade do Muse Image. A ferramenta, ao ser utilizada no Instagram, permite que os usuários gerem conteúdos de IA baseados em imagens postadas de contas abertas, sem que as contas sejam notificadas sobre o uso de suas postagens. Além disso, os usuários são incluídos automaticamente no programa.
O SAG-AFTRA, importante sindicato que representa mais de 160 mil profissionais da indústria do entretenimento, recomendou que seus membros desativassem a participação na ferramenta. Já a Creative Arts Agency solicitou que a Meta adotasse um sistema de adesão voluntária, em vez de inclusão automática.
Por sua vez, a empresa de segurança Malwarebytes alertou que essa funcionalidade pode ser utilizada para “falsificação de identidade, fraudes ou outros tipos de abusos”. Em resposta, a Meta afirmou que excluiu automaticamente usuários com menos de 18 anos do programa e que tomará medidas contra conteúdos que violem suas diretrizes comunitárias.
Os resultados trimestrais da Meta devem ser divulgados até o fim deste mês. Espera-se que a empresa registre um crescimento de quase 7% na receita em relação ao trimestre anterior, embora o lucro por ação possa cair em 31%. No primeiro trimestre, a Meta teve um lucro por ação de US$ 10,44 (R$ 53,56), impulsionado por um benefício fiscal de US$ 8 bilhões (R$ 41,04 bilhões).
Os investidores iniciaram o ano adquirindo ações da Meta, que atingiram seu pico no fim de janeiro antes de sofrer uma queda até março, após a empresa ser impactada por duas decisões judiciais importantes. Uma delas responsabilizou a Meta e o Google por danos à saúde mental de uma mulher, devido a recursos considerados viciantes em suas plataformas. Durante esse intervalo, também ocorreu um breve fechamento do metaverso da empresa.
Desde então, as ações da Meta se recuperaram mais de 28% enquanto a companhia acelerou o desenvolvimento de seus produtos de IA, incluindo o Muse Spark e o Muse Image.
Com informações de forbes.com.br.








