O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante uma reunião realizada no Palácio do Planalto na última sexta-feira (10), que a China demonstra uma “obsessão” por ser a única a dominar o conhecimento sobre minerais críticos e terras raras. Ele também comentou que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sente “inveja” desse controle chinês.
No encontro com ministros e especialistas, Lula destacou a importância das terras raras na transição energética global e na produção de tecnologias avançadas, como veículos elétricos e turbinas eólicas. Essa temática ganhou destaque na agenda geopolítica internacional, especialmente na disputa comercial entre Pequim e Washington.
O presidente expressou que, até aquele dia, acreditava que o Brasil estava “quase que analfabeto” nesse setor, mas teve uma nova percepção sobre o potencial que o país possui em termos de conhecimento e infraestrutura. “Eu fico boquiaberto de ver quanto conhecimento sobre minerações críticas e terras raras está em volta dessa mesa”, declarou.
Ele ressaltou que o principal obstáculo para o Brasil se destacar no mercado global de terras raras não é a falta de recursos ou capacidade técnica, mas sim a necessidade de um direcionamento estratégico por parte do governo. “Falta uma decisão política do que o governo deseja que aconteça”, concluiu Lula, enfatizando a importância de ampliar a participação brasileira na cadeia produtiva desses minerais, não se limitando apenas à exportação.
Recentemente, o governo dos EUA convidou o Brasil para uma aliança que visava assegurar o controle na produção e refino de minerais críticos, proposta que foi recusada pela administração Lula, que defendeu a autonomia nacional e a busca por acordos com outros países.
Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que inclui um fundo para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para impulsionar o processamento de minérios no Brasil. A proposta está atualmente em análise no Senado.
Com informações de g1.globo.com.









